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Quem é Kevin Warsh, indicado por Trump para a presidência do Fed

Indicação de Kevin Warsh para presidir o Fed depende de confirmação no Senado, em meio à oposição de republicanos e a investigação do DOJ sobre Powell

Kevin Warsh, escolhido por Trump para comandar o Fed
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  • O presidente Donald Trump anunciou Kevin Warsh, ex-dirigente do Federal Reserve, como indicado para presidir o Fed, mantendo Warsh como crítico da instituição.
  • Warsh tem 55 anos, é formado em Direito pela Universidade Harvard e teve passagem pelo Morgan Stanley, além de ter atuado como secretário executivo do Conselho Nacional de Economia e, em 2006, integrado o Conselho de Governadores do Fed.
  • Durante a crise de 2008, participou do resgate da seguradora AIG e ajudou na aquisição da Bear Stearns pelo JPMorgan; foi o único dirigente do Fed a se opor em 2011 à compra de títulos do Tesouro no valor de 600 bilhões de dólares.
  • Ele é casado com a bilionária Jane Lauder, neta de Estée Lauder, o que gera vínculos familiares com o círculo de doadores republicanos; hoje atua como sócio da Duquesne Family Office.
  • O cenário permanece: o mandato de Jerome Powell termina em maio; o Senado precisará confirmar Warsh, enquanto há tensão política e investigação do Departamento de Justiça sobre Powell.

Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para chefiar o Federal Reserve, é uma figura que já atuou no ministério público monetário e que hoje busca liderar o banco central dos EUA. A indicação foi anunciada nesta sexta-feira (30). Warsh tem 55 anos e é visto como crítico da instituição em diferentes momentos de sua carreira. O anúncio destaca vínculos familiares com doadores históricos do Partido Republicano.

Formado em Direito pela Harvard em 1995, Warsh atuou como executivo no Morgan Stanley antes de ingressar no governo Bush em 2002. Em 2006, foi indicado ao Conselho de Governadores do Fed, tornando-se o mais jovem a integrar o órgão na época, aos 35 anos. Durante a crise de 2008, ajudou no resgate da AIG e na aquisição da Bear Stearns pelo JPMorgan.

Depois de deixar o Fed em 2011, Warsh passou a integrar o Hoover Institution e, antes da indicação, foi finalista para substituir Janet Yellen, em 2017. Ele é crítico de determinadas linhas de políticas do Fed e já defendeu mudanças na condução da política monetária, segundo entrevistas realizadas posteriormente.

Perspectivas e críticas

O provável apoio internacional a Warsh foi destacado por líderes públicos e analistas consultados, com elogios de alguns especialistas por sua formação técnica. Porém, críticos democratas ressaltam que a independência do Fed deveria diminuir pressões políticas, em especial neste momento.

Entre apoiadores, aparecem figuras de renome no cenário econômico, que destacam o conhecimento técnico e a capacidade de comunicação de Warsh. Destacam-se avaliações que defendem uma liderança firme diante de desafios atuais da política monetária.

Próximos passos

O mandato de Powell, atual presidente, termina em maio, com possibilidades de extensão até 2028. A indicação de Warsh deve passar pelo Senado, que pode exigir acauta de investigações em curso envolvendo Powell e políticas do Fed.

O Senado ainda não confirmou a sabatina de Warsh. Um dos principais republicanos do Comitê Bancário indicou a possibilidade de obstrução até que investigações envolvendo Powell sejam concluídas. A votação pode se estender e influenciar o cenário de política monetária no país.

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