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UE propõe bagagem de cabine extra gratuita; easyJet critica ideia

Propostas da UE para bagagem de cabine extra gratuita são vistas pela easyJet como “ideia lunática”, com risco de altas tarifas e atrasos nos voos

Bag charges made up a large proportion of more than £2.5bn in easyJet’s annual income from extras.
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  • A União Europeia propõe direito a bagagem adicional de cabine gratuita para todos os passageiros, incluindo um item pessoal, com até sete quilos, o que a easyJet classificou como “ideia maluca” e possibility de elevação de tarifas.
  • O Parlamento Europeu aprovou a medida, e as mudanças precisam ser ratificadas pelo Conselho Europeu para virar lei, valendo para voos a partir de ou com companhias da UE.
  • O CEO da easyJet, Kenton Jarvis, disse que a regra seria ruim para os consumidores e destacou problemas de espaço na cabine e possíveis atrasos no embarque.
  • A empresa afirmou que cobranças por bagagem já correspondem a parte relevante da receita adicional e que tais custos poderiam ser repassados aos passageiros, elevando o preço final dos bilhetes.
  • A easyJet anunciou prejuízo pré-imposto de £93 milhões no último trimestre, aumento de cinquenta por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto registrou 7% mais passageiros.

O Parlamento Europeu aprovou, na semana passada, ampliar direitos dos passageiros para incluir uma bagagem de cabine adicional sem custo, além da mala debaixo do assento já permitida. A medida ainda precisa ser ratificada pelo Conselho Europeu.

A EasyJet classificou a proposta como uma “ideia lunática” que pode elevar tarifas e causar atrasos, afirmando que não há espaço na cabine para mais bagagem. A empresa alerta que a lei, se aprovada, impactaria grande parte dos voos curtos na UE.

A mudança envolve permitir que o passageiro leve uma peça adicional de bagagem pessoal, como bolsa ou notebook, além de uma bagagem de cabine de até 7 kg com dimensões combinadas de 100 cm. O objetivo é reforçar direitos, segundo os legisladores.

Para a EasyJet, as regras valeriam para todo passageiro que voe de/para um aeroporto da UE com empresa sediada na UE, afetando operações de forma ampla. O CEO Kenton Jarvis comentou que a cabine não comporta itens extras, citando potenciais atrasos de embarque.

Jarvis informou que eventuais novas regras seriam aplicadas de maneira uniforme em toda a frota, independentemente da jurisdição. Ele mencionou ainda impactos financeiros, indicando que taxas de bagagem representam parte relevante da receita de extras.

Em contrapartida, a companhia tem enfrentado fiscalização publicitária após alegação de preços de bagagem que não estavam comprovados como amplamente disponíveis. A empresa já ajustou a redação no site para refletir a prática correta.

Além disso, a EasyJet está em tratativas com a Starlink para futuramente oferecer Wi-Fi a bordo, mas avaliou que a viabilidade econômica ainda não se concretizou. A decisão foi descrita como não viável no momento.

A fala pública sobre Starlink ocorreu em meio a uma troca recente entre o CEO da Ryanair e o bilionário Elon Musk, proprietário da Starlink, sobre o valor do serviço de internet a bordo.

A EasyJet divulgou resultados do último trimestre com prejuízo pré-imposto de 93 milhões de libras, 50% acima do ano anterior, ainda que tenha tido alta de 7% no número de passageiros. Os atrasos estariam ligados aos investimentos em bases novas.

O executivo destacou que as reservas de janeiro para o próximo ano atingiram recordes, com passageiros buscando destinos mais distantes, incluindo Norte de África e área do Atlântico.

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