- O Ibovespa caiu 0,97%, fechando aos 181.363 pontos, com volatilidade e realização de lucros; mesma sessão teve mínima de 180.088,53 e máxima de 183.620,36 pontos.
- O índice acelerou o ganho mensal de janeiro, somando 12,9%, e registrou alta de 1,40% na semana.
- O dólar à vista fechou em 5,2481 reais, alta de 1,04%, próximo de 5,25; mês com queda de 4,39% e semana com baixa de 0,75%.
- A movimentação do dólar foi influenciada pela formação da Ptax de fim de mês e pela moeda externa mais forte.
- Entre os investidores, a indicação para chefiar o Fed após Powell elevou a percepção de que cortes de juros podem demorar.
O mercado financeiro brasileiro fechou a sexta-feira (30) em tom cauteloso, com o Ibovespa em queda após um movimento de realização de lucros, mesmo diante da expressiva alta acumulada em janeiro. O índice recuou 0,97%, fechando aos 181.363 pontos, na mínima de 180.088 e na máxima de 183.620 pontos. O recuo ocorreu em meio a volatilidade e ao ajuste de posições.
O desempenho mensal do Ibovespa permanece positivo, com ganho de 12,9% em janeiro, e a semana fechou com alta de 1,40%. Fluxos de capital estrangeiro contribuíram para a movimentação, mas a sessão foi marcada pela realização de lucros após o giro de ganhos recentes.
Dólar
O dólar fechou em alta firme no Brasil, próximo de R$ 5,25, influenciado pela disputa pela formação da Ptax de fim de mês e pela elevação da moeda no exterior. A moeda à vista ganhou 1,04%, cotada a R$ 5,2481, enquanto o mês de janeiro terminou com queda de 4,39%.
A semana ficou marcada pela influência de fatores técnicos ligados à Ptax, com o BC ajustando cotações nos horários de coleta, e por movimentos no cenário externo, que acompanharam a valorização do dólar frente a outras moedas após notícias sobre a diretoria do Federal Reserve.
Fatores externos e perspectivas
Entre os catalisadores externos, a indicação de um novo presidente do Fed, Kevin Warsh, para liderar o banco central ao fim do mandato de Powell, pautou as expectativas. A avaliação de que Warsh seria menos agressivo em cortes de juros do que outros nomes cogitados apoiou o dólar no exterior e afetou a percepção de políticas futuras de juros no Brasil.
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