- No pré-mercado, ações brasileiras em Nova York caem cerca de 1,5%, com investidores realizando parte dos ganhos de janeiro, que já passam de 13%.
- Janeiro de 2026 foi excelente para o Ibovespa, que subiu 13,66% e alcançou recorde de 184,7 mil pontos.
- O movimento é explicado pela migração de recursos de ativos americanos para emergentes, diante de incertezas sobre medidas econômicas dos Estados Unidos.
- O ex-diretor do FED, Kevin Warsh, é visto como favorito para substituir Jerome Powell; o anúncio sobre a escolha deve ocorrer nesta sexta-feira.
- Indicadores relevantes: Brasil — Dívida Bruta/PIB ficou em 78,7% em dezembro (previsto 79,5%); superávit orçamentário de dezembro foi de +R$ 6,251 bilhões e balanço de -R$ 115,502 bilhões. EUA — IPP (inflation no atacado) de dezembro em 0,2% tanto no geral quanto no núcleo; PMI de Chicago em janeiro em 43,5.
O pré-mercado desta sexta-feira, 30 de janeiro, aponta queda para as ações brasileiras negociadas em Nova York, com baixa de cerca de 1,5%. Levam a tocha da semana a realização de lucros, com o mês de janeiro acumulando ganhos acima de 13%.
O Ibovespa fechou janeiro com quatro ou mais recordes ao longo do mês, atingindo o máximo histórico de 184,7 mil pontos. A valorização mensal chegou a 13,66%, a melhor performance de um janeiro desde 2006, quando o índice subiu 14,73%.
Especialistas apontam que a incerteza sobre medidas econômicas de Donald Trump levou investidores a reduzir posições em ativos americanos e a buscar oportunidades em mercados emergentes, como o Brasil.
Cenários
Corpóreo do dia, o movimento no exterior influencia o giro local. Em Nova York, ações brasileiras operam com desvalorização de 1,5% no pré-mercado, à medida que investidores consolidam ganhos do mês. A liquidez tende a reagir conforme o fluxo de notícias.
A consolidação de ganhos em janeiro ajuda a sustentar a trajetória de maio a dezembro para o Ibovespa, que passou a janeiro com resultados expressivos. O ritmo de altas no mês, porém, encontra resistência frente a dados globais e a desdobramentos políticos.
Enquanto isso, a imprensa internacional acompanha o capítulo de política monetária norte-americana, com expectativa sobre a indicação para substituir Jerome Powell no Fed. O ex-diretor Kevin Warsh surge como favorito entre alguns agentes do mercado.
Perspectivas
Os observadores destacam que o fim do mês é propício para realizar lucros, aproveitando a virada de janela de avaliação. A mudança de cenário pode manter o Ibovespa sob pressão no curto prazo, mesmo com a assinatura de impactos positivos em alguns setores.
Analistas reiteram cautela diante de incertezas externas e de eventuais reagentes regulatórios. O comportamento do câmbio e a trajetória das commodities também devem influenciar o humor dos investidores nos próximos dias.
Indicadores (Brasil e EUA)
Brasil
Dívida Bruta/PIB (dez): observado 78,7%; esperado 79,5%.
Superávit Orçamentário (dez): +R$ 6,251 bilhões.
Balanço Orçamentário (dez): -R$ 115,502 bilhões.
Dívida Líquida/PIB (dez): 65,3%.
Taxa de Desemprego (dez): 5,1%.
Estados Unidos
Inflação no atacado (IPP, dez): 0,2% esperado.
Núcleo da inflação no atacado (dez): 0,2% esperado.
Índice PMI de Chicago (jan): 43,5 implícito.
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