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Prata em movimento parecido com escassez; Bitcoin como trade macro beta

Prata sobe com demanda industrial e aperto de oferta, enquanto Bitcoin cai ante expectativa de Fed hawkish e liquidez mais fraca

Silver Is Trading Like a Shortage Story — Bitcoin Like a Macro Beta Trade
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  • O COMEX registrou queda de 117 milhões de onças de prata desde setembro, após a alta para mais de $121, com margens elevadas provocando um recuo de cerca de 11% e retorno a cerca de $97 na sexta-feira.
  • O bitcoin caiu para aproximadamente $82.800, após tocar mínimo intradiário perto de $81.300, com perdas de até 2,2% em 24 horas.
  • A prata mostrou alta expressiva em janeiro, chegando a mais de $117 e ampliando ganho perto de 39% somente em janeiro, com estoques do COMEX caindo de ~532 milhões para ~418 milhões de onças.
  • Em 2025, a prata fechou o ano com alta superior a 140%, enquanto o bitcoin ficou próximo do equilíbrio, sinalizando divergência entre os dois ativos em um cenário de aperto monetário.
  • Analistas destacam drivers distintos: prata impulsionada por deficit de oferta e demanda industrial, enquanto o bitcoin responde a liquidez macro, fluxos de ETFs e sinais de política econômica.

A prata no COMEX atingiu novo nível histórico de preço, ao mesmo tempo em que o Bitcoin recuou, refletindo dinâmicas distintas em um ambiente de aperto monetário. A silver teve alta impulsionada pela demanda industrial e por restrições de oferta, enquanto o bitcoin ficou sob pressão de um ciclo de aperto de política monetária e liquidez reduzida.

Na quinta-feira, a prata chegou a superar US$ 121 por onça, alcançando um recorde intradiário. Na sexta-feira, houve uma correção abrupta de mais de 15%, levando o preço a ficar perto de US$ 97 por onça. O recuo interrompeu o rali impulsionado por piores condições de fornecimento e demanda industrial.

Coincidente, o Bitcoin operou em baixa, cotado ao redor de US$ 82.800 na sexta-feira, queda de cerca de 2,2% no dia, com um mínimo intradiário próximo de US$ 81.300. Em relação aos últimos sete dias, o ativo acumula queda próximo de 7%, e em 12 meses a redução é de aproximadamente 22%.

O desempenho relativo entre as duas moedas digitais e o metal precioso evidencia divergências de fundamentação. Enquanto a prata sobe quase 40% apenas em janeiro, com ganhos de cerca de 158% desde outubro, o Bitcoin recua desde o recorde de outubro, quando superou US$ 126 mil.

A força da prata tem sido associada a déficits estruturais de oferta, com a produção de mineração não acompanhando a demanda industrial, que representa cerca de metade do consumo. Grandes setores, como painéis solares e veículos elétricos, mantêm a demanda em ritmo acelerado.

Dados mostram ainda que os estoques de prata no COMEX caíram de aproximadamente 532 milhões de onças em outubro para cerca de 418 milhões de onças, sinalizando apoio de fatores físicos à alta, além de fluxos especulativos.

Por outro lado, o Bitcoin tem sido influenciado por fatores macroeconômicos e pela liquidez do mercado. Analistas citam sinais de que o ambiente de política monetária mais restritiva nos EUA pode manter as taxas de juros mais altas por mais tempo, pressionando ativos de risco.

A elevação das preocupações com a política do Federal Reserve, associadas a uma possível redução de balanço, contribuíram para queda de ações e de criptomoedas. Em uma sessão, o recuo de ações de tecnologia também pesou sobre o Bitcoin.

Observadores destacam que houve, ainda, liquidações significativas em mercados de criptomoedas, com grandes volumes de positions long sendo fechados em curtos períodos, ampliando a volatilidade durante o mês.

A leitura dominante entre analistas é de que a prata está sendo vista como uma história de escassez ligada a oferta física e à demanda industrial, enquanto o Bitcoin permanece sob a ótica de um ativo macro beta, reagindo à liquidez e às sinalizações de política monetária.

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