- Saíram pelo menos $1,875 bilhão de ETF de Bitcoin à vista dos EUA em oito dias de negociação, com o maior saque diário de $708,7 milhões em cinco dias de janeiro, sinalizando retirada institucional.
- O preço do BTC fica perto de $82,5 mil, enquanto o sentimento ficou mais cauteloso entre traders e investidores institucionais.
- A decisão do Federal Reserve, mantendo a taxa entre 3,50% e 3,75% e sem sinal claro de cortes, aumenta a pressão sobre ativos de maior risco e liquidez reduzida.
- Técnicas indicam queda adicional: BTC rompeu o suporte de $84,5 mil–$85 mil, com metas de queda próximas de $80,5 mil e potencial extensão até $75,8 mil se o suporte de $80 mil falhar.
- Nos indicadores, o RSI está na faixa de baixa, sugerindo momento vendedor sem sinais claros de reversão de curto prazo.
Bitcoin enfrenta nova pressão após saídas de US spot ETFs, com aproximadamente US$ 1,875 bilhão deixando os fundos em apenas oito dias de negociação. A queda ocorre antes da decisão do Federal Reserve sobre a política monetária. O BTC é negociado próximo de US$ 82,5 mil, sinalizando cautela entre investidores.
As informações apontam para retirada de capital por investidores institucionais, não apenas varejo. Dados da SoSoValue mostram saídas líquidas de US$ 1,875 bilhão, com a maior retirada diária de US$ 708,7 milhões em 21 de janeiro. O movimento sugere ajuste de carteiras e redução de risco.
No contexto da decisão do Fed, o banco central manteve as taxas entre 3,50% e 3,75%, suspendendo o ciclo de afrouxamento e oferecendo pouca orientação sobre cortes futuros. Taxas elevadas costumam restringir liquidez e pressionar ativos de maior risco, como o bitcoin, em semanas de anúncios do Fed.
A demanda on-chain tem recuado, conforme CryptoQuant, e a participação de varejo segue em queda. Isso indica que o mercado tende a adotar postura de preservação de capital, em vez de tentar comprar a queda.
Nível de preço e risco técnico
O gráfico diário mostra o Bitcoin rompendo o patamar de US$ 84,5 mil/85 mil e operando em torno de US$ 82,5 mil. A estrutura, marcada por uma tendência descendente desde o pico de US$ 116 mil, permanece fraca, com quedas abaixo da média móvel de 50 e 100 dias.
O recuo de fiboncci aponta para próximos alvos de baixa. Depois de romper o suporte horizontal em US$ 84,6 mil, a região de US$ 80,5 mil passa a atuar como referência de downside. Um rompimento abaixo de US$ 80 mil abre espaço para queda adicional.
Indicadores de momentum corroboram o viés negativo, com o RSI nos 30 pontos baixos, sinalizando impulso vendedor e sem reversão clara no curto prazo. Movimentos de alta podem ser apenas correções de mercado.
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