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Votorantim vende controle da CBA para Chalco e Rio Tinto por 4,7 bilhões

Venda do controle da CBA por R$ 4,69 bilhões para Chalco e Rio Tinto depende de aprovações antitruste no Brasil e no exterior, com OPA aos minoritários

Companhia Brasileira de Alumínio (CBA)
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  • A Votorantim fechou acordo para vender o controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) a um consórcio formado pela Chalco e pela Rio Tinto, por R$ 4,69 bilhões, conforme fato relevante divulgado.
  • A operação transfere toda a fatia da Votorantim na CBA, 446,6 milhões de ações, equivalentes a 68,6% do capital social e votante.
  • O preço base por ação é de R$ 10,50, pago integralmente em dinheiro no fechamento, ajustado pelo CDI e por eventuais remunerações aos acionistas.
  • A conclusão depende de aprovações do Cade e de autoridades antitruste internacionais (China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai) e autorizações regulatórias no Brasil, como Aneel e CCEE.
  • As partes devem lançar Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) para acionistas minoritários e podem pleitear o cancelamento do registro de companhia aberta, sujeito a revisão.

A Votorantim fechou acordo para vender o controle da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) a um consórcio formado pela Chalco, controlada pela chinesa Chinalco, e pela Rio Tinto, mineradora anglo-australiana. A operação avalia a fatia vendida em 4,69 bilhões de reais, conforme fato relevante divulgado nesta quinta-feira.

O contrato prevê a alienação de todas as ações detidas pela Votorantim na CBA, totalizando 446,6 milhões de ações, o que representa 68,6% do capital social e votante. O preço base por ação ficou em 10,50 reais, com pagamento integral em dinheiro na data de fechamento, sujeito a ajuste pelo CDI e eventuais remunerações.

Segundo relatório do Santander, a avaliação do negócio ficou 1,4% acima do preço atual da ação da CBA, alinhada ao preço-alvo para 2026. A operação deve ter impacto neutro nos papéis da CBA no curto prazo, conforme a análise inicial.

A conclusão depende de aprovações regulatórias, incluindo o Cade e autoridades antitruste da China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai, além de autorizações no Brasil pela Aneel e pela CCEE. As compras também implicam uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) para minoritários.

Chalco e Rio Tinto indicam ainda a intenção de cancelar o registro da empresa como companhia aberta, conforme o andamento da operação, sujeita a revisões após o fechamento.

Quem são os compradores

Chalco é a principal subsidiária operacional da estatal chinesa Chinalco e figura entre os maiores grupos de alumínio do mundo, atuando em mais de 50 países e em toda a cadeia produtiva, da mineração à geração de energia.

Rio Tinto está entre as maiores mineradoras globais, com operações em 35 países. Em 2024, a empresa produziu 58 milhões de toneladas de bauxita e 3,5 milhões de toneladas de alumínio, segundo dados do grupo.

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