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Turismo em Londres impulsiona conversão de escritórios em hotéis

Demanda turística sustenta conversões de escritórios em hotéis em Londres; desde dois mil dezenove, trezentos e setenta mil metros quadrados foram vendidos a investidores hoteleiros

Vista de Londres: retorno da demanda por viagens depois da pandemia ajuda a sustentar o apetite dos investidores por hotéis.
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  • Desde 2019, quase 370 mil metros quadrados de escritórios em Londres foram vendidos a investidores para converter em hotéis, área suficiente para preencher oito vezes o arranha-céu Gherkin.
  • A maior parte desse volume (251 mil metros quadrados) foi negociada nos dois últimos anos, com o mercado de escritórios pressionado pela inflação, pelas altas de juros e pela demanda retomada de viagens.
  • A mudança abriu espaço para conversões em áreas centrais, especialmente no entorno da City of London, onde o volume de negociações para projetos de hotelaria superou 1,3 milhão de pés quadrados entre 2019 e 2025.
  • Empresas como Dominus Real Estate, Cheyne Capital Management e Whitbread já fecharam aquisições e anunciados planos de transformar edifícios em hotéis com centenas de quartos.
  • Especialistas indicam que, com oferta restrita e aluguéis em alta, pode haver recuo das conversões no futuro, à medida que os valores dos escritórios se recuperem e o interesse por hotéis diminua.

Em Londres, a demanda do turismo impulsiona a conversão de escritórios em hotéis. Grandes áreas da capital foram vendidas a incorporadoras com planos de transformação, aproveitando a queda nos valores imobiliários e a recuperação de viagens após a pandemia. O movimento envolve múltiplas operações desde 2019.

Dados da CoStar Group indicam que quase 370 mil metros quadrados de escritórios na cidade foram adquiridos por investidores que visam convertê-los em hotéis. Do total, 251 mil metros quadrados foram negociados nos últimos dois anos, destacando o ciclo recente de transição.

A disparada inflacionária e o aumento de juros reduziram o apetite em imóveis corporativos, enquanto a demanda por viagens reforçou o retorno potencial no setor hoteleiro. Diárias mais flexíveis permitem repasses de custo de forma mais rápida.

Casos de referência

A Dominus Real Estate e a Cheyne Capital Management adquiriram o Ibex House, em Aldgate, visando transformar o prédio de estilo art déco em um hotel de 382 quartos, sujeito a aprovação de planejamento. Ao sul da City, a Whitbread comprou o Dorset House, para converter em hotel Premier Inn com 400 quartos.

A região da City of London concentra o maior volume de conversões, com mais de 1,3 milhão de pés quadrados entre 2019 e 2025. Técnicos de mercado apontam que a tendência consolidou-se nos últimos 24 meses.

Percepção de mercado e resistências

O cenário elevou custos de modernização e trouxe cautela entre incorporadoras de escritórios, que aguardam clareza sobre o impacto do trabalho remoto. Em Westminster, parlamentares buscam proteger escritórios que geram receitas fiscais importantes, o que restringe novas conversões.

O Arora Group continua avançando com planos para converter um escritório no distrito de Victoria, adquirido da Land Securities, em hotel ou acomodações de curto prazo. A redução da oferta de espaços modernos reforça pressões sobre aluguéis de escritórios.

Perspectivas e impactos

Especialistas indicam que a recuperação dos valores imobiliários pode reduzir a atratividade das conversões para hotéis, elevando a viabilidade de projetos de uso misto ou retorno a escritórios. O pêndulo do mercado pode oscilar conforme cenário econômico evolui.

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