- A crise de liquidez nos EUA gerou uma queda de cerca de US$ 250 bilhões no mercado de criptomoedas neste fim de semana, não sendo um “mercado de criptos quebrado”, dizem analistas.
- Raoul Pal, da Global Macro Investor, afirma que a escassez de liquidez nos EUA foi impulsionada por eventos macro, como paralisações governamentais, gestão de caixa do Tesouro e déficit de capital de risco.
- Bitcoin caiu mais de dez por cento, de aproximadamente US$ 84 mil para cerca de US$ 76 mil; Ethereum recuou quase sete por cento em vinte e quatro horas, para cerca de US$ 2.243.
- A capitalização total de mercado caiu para cerca de US$ 2,66 trilhões; foram liquidados mais de US$ 2,5 bilhões em um dia e mais de US$ 5,4 bilhões desde quinta-feira; o interesse em derivativos caiu a aproximadamente US$ 24,2 bilhões, o menor em nove meses.
- Indicadores on‑chain apontam liquidez fraca, com saídas de exchanges em queda após o recuo; grandes detentores de Bitcoin reduziram exposição em cerca de 10.000 BTC desde o início de fevereiro.
O mercado de criptomoedas sofreu uma queda severa no fim de semana, retirando cerca de 250 bilhões de dólares do valor total. A 컨lipsa é atribuída principalmente à contração da liquidez nos Estados Unidos, e não a uma falha estrutural do setor, segundo analistas.
Raoul Pal, CEO da Global Macro Investor, afirma que a escassez temporária de liquidez em dólar decorre de eventos macro, como paralisações do governo, dinâmica do Tesouro e redução de capital de risco. Ele liga esse movimento aos ativos de maior duração, não apenas às moedas digitais.
Pal aponta paralelos com ações de software e liquidez dos EUA
Em postagens recentes, Pal argumenta que Bitcoin não está isolado de mercados tradicionais, mas sob pressão semelhante a ações de software-as-a-service dos EUA. A explicação é de que o fornecimento de liquidez doméstica é o principal motor neste estágio do ciclo.
Segundo ele, a liquidez total dos EUA domina o cenário, superando medidas globais de liquidez que costumam correlacionar-se mais com os preços das criptomoedas. O recuo acompanha o fim de operações de reverse repo do Fed em 2024 e mudanças no saldo da Tesouraria em 2025, além de impactos de um possível shutdown parcial.
Desempenho das principais criptos e quadro do mercado
No momento, Bitcoin opera em around 76,8 mil dólares, após cair cerca de 12,6% na semana e ficar 39% abaixo do recorde histórico. Ethereum sofreu perdas maiores, recuando quase 7% em 24 horas para aproximadamente 2,243 dólares, ainda 54% abaixo do topo.
A capitalização total do mercado de criptomoedas caiu para cerca de 2,66 trilhões de dólares, ante quase 3 trilhões da semana anterior. As saídas de exchanges mostraram liquidez inócua logo após o recuo, com mais de 2,5 bilhões de dólares liquidado em um dia e mais de 5,4 bilhões desde quinta-feira, segundo dados de plataformas de acompanhamento.
Derivativos, liquidez e perspectivas
O interesse agregado em derivativos caiu a aproximadamente 24,2 bilhões de dólares, o menor patamar em nove meses, com posições alavancadas expulsas do mercado. A liquidez durante o fim de semana foi marcada por tensões macro e riscos geopolíticos na Ásia e no Médio Oriente.
Indicadores on-chain apontam confiança frágil. Saídas de exchanges diminuíram após a marcação de baixa, e grandes detentores de Bitcoin reduziram exposição em cerca de 10.000 BTC desde o início de fevereiro. Holders de curto prazo mostram perdas não realizadas em patamar de capitulação, ainda sem sinal de fundo histórico.
O que esperar a seguir
Analistas ressaltam que, sem maior apoio de investidores de longo prazo, movimentos de recuperação tendem a perder fôlego. O cenário atual sugere que a volatilidade pode continuar até que haja sinais consistentes de liquidez e demanda institucional para ativos de risco.
Entre na conversa da comunidade