- O PMI da manufatura britânica ficou em 51,8 em janeiro, frente a 50,6 em dezembro, o melhor registro desde agosto de 2024.
- Novos pedidos de exportação subiram pela primeira vez em quatro anos, com demanda maior da Europa, dos EUA e da China.
- O otimismo para o ano aumentou, atingindo o nível mais alto desde antes do orçamento de 2024.
- As indicações de recuperação ajudam a sustentar a previsão de manutenção da taxa de juros em 3,75% pelo Banco da Inglaterra nesta semana.
- O levantamento aponta pressões de custo, com desemprego em 5,1% e cortes de pessoal em curso, apesar da melhoria de atividades.
A atividade da indústria britânica ganhou terreno em janeiro, segundo uma pesquisa com cerca de 650 fabricantes. O PMI de manufatura subiu para 51,8, ante 50,6 em dezembro, o melhor patamar desde agosto de 2024. Um índice acima de 50 indica expansão.
O levantamento aponta aumento de novos pedidos de exportação pela primeira vez em quatro anos. Houve avanço de encomendas vindas da Europa, dos EUA e da China, refletindo maior demanda externa.
A leitura também mostrou maior otimismo em relação ao ano de 2026, com confiança no momentum da indústria se fortalecendo diante de tensões geopolíticas. O índice é compilado pela S&P Global Market Intelligence.
As famílias de dados mais amplos revelaram que a economia do Reino Unido vem ganhando fôlego nos últimos meses. O PMI combinado de manufatura e serviços para janeiro indicou o maior crescimento desde abril de 2024.
PMI sinaliza recuperação
A pesquisa de manufatura também apontou pressão de custos, moderada por maiores contribuições de prêmios salariais e custos de matérias-primas. A inflação permaneceu em 3,4% em dezembro, ainda acima da meta de 2%.
Mesmo com alta de atividade, o setor registrou redução de postos de trabalho, com o ritmo de cortes mais lento em 15 meses. Dados oficiais mostram desemprego próximo de 5,1%, sinalizando efeito moderador sobre o consumo.
Especialistas destacam que o cenário de incerteza fiscal recente afeta decisões de investimento. Ainda assim, indicadores apontam recuperação gradual da economia britânica, com impactos possíveis sobre a política monetária.
Perspectivas para a BoE
Analistas apontam alta probabilidade de manter a taxa de juros em 3,75% na decisão que ocorre nesta semana. Mesmo com sinais de alívio da inflação, membros do comitê destacam a necessidade de observar mais dados antes de qualquer corte.
A atuação do Banco da Inglaterra continua sob escrutínio, com divergências entre membros sobre a velocidade de redução de juros. O último corte ocorreu de 4% para 3,75% em dezembro, em um cenário de votações apertadas.
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