- A Opep+ decidiu manter a produção de petróleo inalterada para março, em reunião neste domingo.
- A decisão reafirma o ritmo já adotado para janeiro e fevereiro deste ano.
- O Brent ficou próximo de US$ 70 o barril, em meio a tensões entre EUA e Irã e a especulação sobre ataques.
- Entre abril e dezembro de 2025, os oito membros elevaram as cotas em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, cerca de 3% da demanda global.
- O Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento (JMMC) também se reuniu, destacando a importância do cumprimento dos acordos; próxima reunião em 1º de março e o JMMC em 5 de abril.
A Opep+ decidiu manter inalterada a produção de petróleo para março, em reunião neste domingo. A decisão ocorre mesmo com a elevação dos preços do petróleo, atingindo máximas de seis meses devido a temores de um possível ataque dos EUA ao Irã, membro do grupo.
A reunião ocorreu entre oito produtores: Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã. Eles já haviam aumentado cotas entre abril e dezembro de 2025 em cerca de 2,9 milhões de b/d, equivalente a 3% da demanda global.
A declaração do grupo não antecipou decisões para meses além de março. Especialistas afirmam que a falta de orientação futura indica abertura para diversas opções diante de tensões com o Irã, segundo o analista Jorge Leon, da Rystad Energy.
O JMMC, painel de monitoramento da Opep+, também se reuniu neste domingo. O comitê reforçou a necessidade de cumprimento integral dos acordos de produção, sem poder decisório sobre política de oferta.
A conjuntura também foi influenciada pela queda de oferta no Cazaquistão, onde o setor petrolífero sofreu interrupções recentes. O país retomou operações no campo de Tengiz em etapas, contribuindo para o cenário de oferta parcial.
No front político, Washington avalia ataques contra o Irã, enquanto Teerã sinaliza disposição ao diálogo, desde que não inclua suas capacidades de defesa. As sanções norte-americanas visam pressionar a receita petrolífera do Irã.
O Brent fechou próximo de US$ 70 o barril na sexta-feira, na faixa de seis meses, após alta recente que chegou a US$ 71,89. Analistas apontam que a demanda pode ficar pressionada no segundo trimestre caso haja excesso de oferta.
A próxima reunião da Opep+ está marcada para 1º de março. O JMMC também definiria uma agenda para 5 de abril, conforme os comunicados oficiais.
- O grupo inclui a Opep, Rússia e aliados, responsáveis por cerca de metade da produção global de petróleo.
- A escolha de manter a produção visa equilibrar oferta e demanda diante de incertezas geopolíticas.
- As informações são decorrentes de comunicados oficiais da Opep+ divulgados após a reunião.
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