- Palmeiras divulgou a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor após a Fictor entrar com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo, com o clube estudando medidas legais para receber valores devidos.
- O patrocínio, iniciado em março de 2025, previa pagamento de R$ 30 milhões por temporada por três anos, ocupando as costas dos uniformes masculinos e femininos e o espaço máster nas camisas das categorias de base.
- A decisão foi tomada por inadimplemento contratual e pelo pedido de recuperação judicial feito pela Fictor.
- A Fictor Holding Financeira buscou recuperação judicial após tentativa de compra do Banco Master, que resultou em liquidação decretada em dezoito de novembro de dois mil e vinte e cinco; o total de compromissos chega a cerca de R$ quatro bilhões.
- Em nota, a empresa mencionou impacto negativo no valor de mercado de suas subsidiárias, com queda relevante de ações da Fictor Alimentos S.A., e atribuiu o episódio a questões de reputação na imprensa.
O Palmeiras anunciou, na noite de segunda-feira (2), a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor Holding Financeira, que havia entrado com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. O clube informou que estuda medidas legais para receber os valores devidos pela empresa.
O patrocínio iniciou em março de 2025, com a marca da Fictor estampada nas costas dos uniformes dos times profissionais masculino e feminino, além do espaço máster nas camisas das categorias de base. O acordo previa o pagamento de 30 milhões de reais por temporada, por três anos.
A rescisão ocorreu por inadimplemento contratual e pela recuperação judicial solicitada pela Fictor. A companhia busca quitar seus compromissos sem deságio, conforme informou no pedido.
Contexto do Grupo Fictor
A Fictor havia tentado adquirir o Banco Master em novembro de 2025. O Banco Central, porém, decretou a liquidação extrajudicial da instituição, o que influenciou a gestão do grupo.
O total de compromissos da Fictor somava cerca de 4 bilhões de reais, segundo a empresa. A recuperação judicial é apresentada como resposta a dificuldades operacionais provocadas pela crise bancária.
Ainda conforme o pedido, a imprensa negativa envolvendo a operação e o suposto papel do grupo contribuíram para o abalo de fluxos operacionais e para a rescisão de contratos com fornecedores.
Impactos e desdobramentos
Após a liquidação do Banco Master, a Fictor suspendeu a operação de compra e avaliou impactos nos seus ativos. No mercado de capitais, a Fictor Alimentos S.A., subsidiária listada na B3, registrou retração de cerca de 50% no valor de mercado entre 17 de novembro e 1º de fevereiro.
A situação financeira do grupo e as consequências para contratos firmados com parceiros permanecem em avaliação. As próximas etapas incluem a definição de credores e o andamento do processo de recuperação judicial.
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