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Salário mínimo de R$1.621 começa a ser pago nesta segunda

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer em janeiro, com impactos no INSS, seguro-desemprego e contribuições, atingindo 61,9 milhões de brasileiros

Foto: Agência Brasil
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  • O salário mínimo passou para R$ 1.621,00 e começa a ser pago nesta segunda-feira, com o valor constando no contracheque de janeiro.
  • O reajuste de 6,79% (R$ 103,00) foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025, seguindo a política que soma inflação (INPC) e crescimento do PIB, dentro do arcabouço fiscal.
  • Aposentados e pensionistas do INSS já recebem o novo mínimo desde o dia 26, com pagamento até o dia 6, conforme o final do cartão.
  • O efeito econômico é de impacto para 61,9 milhões de pessoas e uma injeção de cerca de R$ 81,7 bilhões na economia em 2026; o governo estima efeito agregado de R$ 110 bilhões, mas aponta custo previdenciário de R$ 39,1 bilhões.
  • Benefícios atrelados ao piso, teto do INSS e contribuições sofrem reajustes: salário mínimo para o piso, INSS até 14% de alíquota em faixas, reajustes do seguro-desemprego pelo INPC (3,90%), e salário-família de R$ 67,54 por dependente.

O salário mínimo de 1.621 reais entra em vigor nesta segunda-feira (2) e já pode ser conferido no contracheque de janeiro. O reajuste representa 6,79% frente ao piso anterior, equivalente a 103 reais. A divulgação ocorreu via decreto publicado em 2025.

O novo valor é resultado da política de valorização do salário, que soma inflação medida pelo INPC com crescimento real do PIB, respeitando o arcabouço fiscal, que limita o reajuste a 2,5% acima da inflação. Pagamento para INSS já começou no dia 26 de dezembro.

A partir de agora, aposentados e pensionistas do INSS recebem com o piso atualizado, seguindo o calendário até sexta-feira, 6, conforme o final do cartão. O cálculo considera ainda o dígito verificador, sem interferência no fluxo.

O que mudou em números

  • Mensal, 1.621 reais; diário, 54,04 reais; hora, 7,37 reais.
  • Inflação pelo INPC: 4,18%; crescimento real do PIB: 3,4%.
  • Reajuste total: 6,79%, limitado pelo arcabouço fiscal a 2,5%.

Impactos na economia e nos benefícios

Segundo Dieese, o novo mínimo atinge 61,9 milhões de brasileiros, com injeção estimada de 81,7 bilhões de reais em 2026. O governo aponta impacto agregado de 110 bilhões ao considerar isenção do IR; a Previdência terá custo adicional de 39,1 bilhões.

Benefícios relacionados e faixas de contribuição

O piso serve como referência para INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família. Benefícios no piso têm reajuste de 6,79%; tetos e faixas de contribuição sofrem alterações conforme o novo salário.

INSS

  • Piso: 6,79% de reajuste para 1.621 reais.
  • Acima do piso: 3,90% pelo INPC de 2025.
  • Teto do INSS: 8.475,55 reais.

Contribuições (CLT)

  • Até 1.621,00: 7,5%
  • 1.621,01 a 2.902,84: 9%
  • 2.902,85 a 4.354,27: 12%
  • 4.354,28 a 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

  • Plano normal (20%): 324,20 reais
  • Plano simplificado (11%): 178,31 reais
  • Baixa renda (5%): 81,05 reais
  • MEI (5%): 81,05 reais

Seguro-desemprego

  • Reajustado pelo INPC (3,90%), vigência desde 11 de janeiro.
  • Parcela mínima: 1.621 reais; máxima: 2.518,65 reais.
  • Valor varia conforme o salário médio dos últimos meses.

Salário-família

  • 67,54 reais por dependente; pago a quem recebe até 1.980,38 reais mensais.

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