- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo comercial com a Índia após conversa com o premier Narendra Modi.
- Modi prometeu parar de comprar petróleo russo e abastecer-se cada vez mais dos Estados Unidos e, eventualmente, da Venezuela.
- O acordo prevê que a Índia reduza barreiras tarifárias e regulatórias a zero e compre mais de US$ 500 bilhões em produtos americanos.
- Washington assumiria o controle da produção e das vendas de petróleo da Venezuela após a deposição de Nicolás Maduro.
- O acordo encerra as sobretaxas impostas anteriormente aos produtos indianos, segundo um alto funcionário dos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter fechado um acordo comercial com a Índia após conversa com o primeiro-ministro Narendra Modi. Segundo Trump, a Índia concordou em parar de comprar petróleo russo e aumentar as compras dos EUA, com possível entrada futura de petróleo venezuelano.
A fala de Trump foi publicada na rede social Truth Social, após telefonema com Modi. O presidente americano disse que, em contrapartida, a Índia reduziria barreiras tarifárias e regulatórias a zero e compraria mais de 500 bilhões de dólares em produtos norte-americanos.
Washington informou ainda que assumiria o controle da produção e das vendas de petróleo da Venezuela após a operação militar no início de janeiro que resultou na deposição de Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York por acusações de tráfico de drogas.
A medida também envolve o fim de tarifas recíprocas aplicadas anteriormente. Em abril do ano passado, Trump impôs uma tarifa de 25% sobre diversos produtos indianos como parte de uma ofensiva protecionista, e, em agosto, houve uma sobretaxa adicional sobre petróleo russo comprado pela Índia.
Desdobramentos
Segundo fontes, o acordo prevê a redução gradual de barreiras comerciais indianas, com potencial aumento de importações dos EUA em setores prioritários. A decisão altera o cenário de tarifas entre as duas economias e pode impactar negociações comerciais regionais.
Ainda não há confirmação oficial de detalhes operacionais, como cronogramas de implementação ou setores específicos incluídos no acordo. Analistas avaliam efeitos sobre preços de energia, cadeias de suprimento e relações diplomáticas na região.
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