- A ADM projeta lucro ajustado de 2026 entre US$ 3,60 e US$ 4,25 por ação, ante consenso de US$ 4,24, citando atraso na política de biocombustíveis dos EUA.
- As ações caíram 4,6% no pré-mercado após a divulgação da previsão.
- O atraso nas regras de mistura de biocombustíveis fez empresas adiarem gastos e decisões de produção, impactando o uso de matérias-primas como o óleo de soja.
- O lucro operacional do segmento de serviços agrícolas e oleaginosos recuou 31%, para US$ 444 milhões, no trimestre reportado.
- O governo dos EUA planeja finalizar as cotas de mistura de biocombustíveis para 2026 até o início de março, mantendo as propostas anteriores e sem penalizar importações.
A Archer-Daniels-Midland projeta lucro ajustado por ação para este ano abaixo das estimativas dos analistas, pressionado pela continuidade dos atrasos na política de biocombustíveis dos EUA e por margens de esmagamento estáveis.
Ações da empresa caíram 4,6% nas negociações pré-mercado, refletindo o recuo dos papéis diante das perspectivas pouco otimistas para o próximo ano.
Segundo avaliações, o atraso regulatório também tem efeito na demanda por matérias-primas, como o óleo de soja, usado nas plantas processadoras da ADM. O cenário influência decisões de investimento da companhia.
Contexto regulatório
A empresa citou informações de que o governo pretende finalizar as cotas de mistura de biocombustíveis para 2026 até março, mantendo-as próximas da proposta inicial, sem penalizar importações.
A decisão atrasada tem impacto na demanda por insumos e pode moldar margens de processamento da empresa ao longo do próximo ano. O adiamento também é visto como razão para suspensões de negócios.
A ADM informou que o lucro operacional do segmento de serviços agrícolas e oleaginosos recuou 31% no trimestre, para US$ 444 milhões, o maior da empresa.
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