- O Copom disse que sinalizar o corte de juros em março foi decidido após analisar a inflação recente e os “sinais mais claros” de transmissão da política monetária, conforme defasagens relevantes.
- Na semana passada, manteve a Selic em 15% ao ano e indicou início de ciclo de cortes em março, mantendo a restrição adequada para levar a inflação à meta.
- A calibração dos juros dependerá de novas informações; a magnitude e a duração do processo de flexibilização serão definidas ao longo do tempo.
- A ata reforça a necessidade de juros ainda restritivos até que a inflação esteja sob controle e as expectativas de preços estejam ancoradas, citando a resiliência de fatores que pressionam preços, especialmente no mercado de trabalho.
- As projeções de mercado para a inflação mostram melhora, com o Focus apontando IPCA de 2026 em 4,00%, 2027 em 3,80% e 2028 em 3,50%.
A ata da última reunião do Copom, divulgada pelo Banco Central, revela que a sinalização de um corte de juros em março foi fruto da avaliação da inflação recente e de sinais mais claros de transmissão da política monetária à economia, respeitando as defasagens.
Na semana passada, o BC manteve a Selic em 15% ao ano e indicou que o ciclo de redução começará em março, mantendo a firmeza para que a inflação siga para a meta. A magnitude dependerá das informações futuras.
A ata reforça que o desenho do ciclo depende do andamento da inflação e das informações novas que surgirem, mantendo juros ainda restritivos para ancorar as expectativas e evitar pressões de preços.
A função dos membros da diretoria, segundo o documento, é consolidar o processo de redução da inflação antes de reduzir ainda mais as taxas, alinhando expectativas de mercado com a meta de 3%.
Essa postura decorre da resiliência de fatores que pressionam preços, especialmente no mercado de trabalho, com rendimentos reais acima da produtividade, segundo a ata.
Quanto à calibração, o BC destacou melhora na inflação corrente e disse que as expectativas estão menos distantes da meta, ainda que o IPCA projetado siga acima do centro do alvo.
O Focus mostrou queda da projeção para IPCA 2026, de 4,16% a 4,00% antes do último Copom, mantendo 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028, segundo o informe.
O comitê manteve o cenário de riscos para a inflação, sinalizando possibilidades tanto de queda quanto de alta, mas apontando redução parcial das incertezas de curto prazo.
O BC também mencionou cenário externo incerto, destacando algum arrefecimento nas tensões geopolíticas e condições financeiras ainda favoráveis, com as commodities sob controle.
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