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Copom sinaliza corte de juros a partir da reunião de março

Copom sinaliza corte da Selic a partir de março, sem definir o tamanho do recuo; juros devem permanecer elevados, com inflação distante da meta

Banco Central do Brasil. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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  • Copom sinalizou que a Selic deve cair a partir de março, quando ocorre a próxima reunião, mas não definiu o tamanho do corte.
  • A taxa básica segue em 15% ao ano, mantendo o Brasil com uma das maiores taxas reais do mundo.
  • O comunicado aponta ambiente externo incerto, com tensões geopolíticas e política econômica dos EUA, mas observa sinais de resiliência no mercado de trabalho doméstico.
  • Ainda que a inflação tenha começado a ceder, o Copom ressalta que as projeções do mercado para a inflação estão abaixo da meta de 3% apenas no longo prazo; os juros devem permanecer elevados por algum tempo.
  • O cenário já havia sido sinalizado pelo Copom na ata anterior, ao manter a Selic e indicar possível início de flexibilização na reunião de março.

O Copom (Comitê de Política Econômica) do Banco Central sinalizou que a Selic deve cair a partir de março, quando ocorre a próxima reunião do comitê. A ata da última reunião foi publicada nesta terça-feira, 3.

No texto, o colegiado não informa o tamanho do corte esperado. Hoje, a Selic está em 15% ao ano, o que mantém o Brasil com uma das maiores taxas de juros reais do mundo.

O Copom destacou incertezas globais, com especulações sobre a política econômica dos EUA e tensões geopolíticas. No cenário doméstico, houve sinais de resiliência no mercado de trabalho, ajudando a sustentar a atividade econômica mesmo com juros elevados.

Contexto externo e interno

Mesmo com inflação começando a ceder, as projeções de mercado para a inflação divergem da meta oficial de 3% ao ano. O comitê aponta que, mesmo com o possível corte, os juros devem permanecer elevados por certo tempo.

A ata reitera que o Copom já havia sinalizado, na última semana, a possibilidade de iniciar a flexibilização na próxima reunião, desde que o cenário econômico se confirme. A decisão depende da evolução das condições externas e do desempenho doméstico.

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