- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que indicou ao presidente Lula o nome de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica, para a diretoria do Banco Central (BC), mas a decisão ainda não foi tomada.
- Haddad disse que a indicação ocorreu há três meses e que, desde então, não houve nova conversa; Lula afirmou que iria chamá-lo para conversar, mas não tomou a decisão.
- A notícia repercutiu mal entre analistas do mercado financeiro, que temem que o perfil desenvolvimentista de Mello possa dificultar o controle da inflação.
- Haddad também informou que indicou Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge, para a diretoria do BC.
- As vagas surgiram no início deste ano, após dois diretores indicados por Jair Bolsonaro deixarem os cargos; o BC tem autonomia desde 2021, com mandatos de quatro anos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta terça-feira que indicou ao presidente Lula o nome de Guilherme Melo para a diretoria do Banco Central. A escolha ainda não foi confirmada pelo presidente.
Segundo Haddad, a indicação ocorreu há cerca de três meses e, desde então, não houve nova conversa com Lula. Ele também criticou o vazamento da informação pela imprensa, dizendo que a divulgação não ajudou nem a favor nem contra os envolvidos.
As vagas na diretoria do BC foram abertas no início deste ano, após a saída dos dois últimos diretores indicados por Bolsonaro. A autonomia do BC, aprovada em 2021, permite que o presidente indique diretores para mandatos de quatro anos.
Além de Melo, Haddad afirmou ter apresentado a Lula o professor Tiago Cavalcanti, catedrático da Universidade de Cambridge. Cavalcanti possui formação em Economia e doutorado pela University of Illinois, com trajetória acadêmica consolidada.
Guilherme Melo é graduado em Ciências Sociais pela USP e em Ciências Econômicas pela PUC-SP, com mestrado e doutorado em Economia pela PUC-SP e pela Unicamp, respectivamente. A imprensa indicou resistência de analistas ao perfil desenvolvimentista de Melo.
Indicações para o BC
O objetivo é preencher a diretoria de Política Econômica, cargo estratégico para definir diretrizes da taxa Selic. O BC indicou, recentemente, sinal de possível corte de juros para o próximo Copom, ainda sem detalhamento sobre o tamanho do movimento.
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