- O dono do Washington Post, Jeff Bezos, não se pronunciou publicamente sobre possíveis demissões, mesmo após cartas de funcionários pedirem que ele impeça cortes.
- Três cartas organizadas por trabalhadores, enviadas desde 25 de janeiro, solicitaram proteção para áreas como notícias estrangeiras, cobertura local e, posteriormente, a cobertura da Casa Branca, sem resposta.
- Na sequência, repórteres da Casa Branca também enviaram uma carta pedindo evitar cortes na cobertura central, e funcionários publicaram vídeos com a hashtag #savethepost.
- O clima na redação foi descrito como fúnebre, com rally contra os cortes marcado para ocorrer fora da sede; a empresa não confirmou oficialmente o que acontece.
- Comentários de ex-funcionários e analistas indicam menor envolvimento de Bezos com o jornal desde a aquisição, apesar de ele ter participado de eventos da Blue Origin recentemente.
O Washington Post vive um momento de incerteza frente a rumores de nova rodada de demissões. Os funcionários enviaram três cartaços ao proprietário Jeff Bezos, pedindo que proteja a cobertura da redação. Até o momento, Bezos não respondeu publicamente.
A primeira carta, em 25 de janeiro, contou com cerca de 60 signatários e pediu que a empresa preserve a área de notícias internacionais. A segunda, dois dias depois, pediu para manter a cobertura local, também apontada como alvo de cortes. Em seguida, jornalistas da Casa Branca enviaram uma mensagem ao dono.
Os editores e repórteres notórios do Post divulgaram vídeos nas redes sociais pedindo que Bezos não reduza áreas centrais ao público. A redação também manteve contato por meio de mensagens em que a direção é reiterada. O clima interno foi descrito como “funeral” por alguns funcionários.
Mudança de tema: liderança e possíveis impactos
O CEO Will Lewis aparece em pelo menos um e-mail, mas as comunicações seguem direcionadas a Bezos. Matt Murray, editor-chefe, manteve conversas privadas com alguns jornalistas nos últimos dias. O objetivo é esclarecer o alcance de qualquer redução de quadro.
Um funcionário ressaltou que Bezos, como proprietário, teria a última palavra sobre as demissões. Há expectativa de que os cortes ocorram nos próximos dias, sem confirmação oficial do jornal. Um protesto externo está marcado para a sede da publicação.
O caso também envolve críticas públicas ao silêncio de Bezos em relação a outros acontecimentos recentes, como a invasão domiciliar de uma repórter do Post. Analistas lembram que o projeto de expansão de Bezos no jornal foi reavaliado ao longo dos anos.
Nem a redação nem a empresa responsável pelos jornais da casa responderam a perguntas sobre os cortes previstos. Em paralelo, Bezos tem participação visível em outras áreas da sua atuação, como a Blue Origin, que ocupou as manchetes da imprensa por atividades distintas.
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