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Ambição do Santander nos EUA não impacta a relevância do Brasil, diz CEO

Compra de Webster Financial por US$ 12,2 bilhões amplia atuação do Santander nos EUA, com o Brasil gerando capital para financiar o crescimento e ROE mirando vinte por cento

Banco espanhol tem na operação no Brasil um de seus principais mercados globalmente (Foto: Dado Galdieri/Bloomberg)
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  • Santander anunciou a aquisição do Webster Financial, por US$ 12,2 bilhões, fortalecendo sua presença nos Estados Unidos.
  • O CEO do Santander Brasil, Mario Leão, disse que a ambição nos EUA não diminui a importância do Brasil para o grupo, cuja operação no país gera capital para sustentar o crescimento internacional.
  • Leão afirmou que o Brasil continua sendo a maior operação do grupo em diversas métricas, com o lucro maior na matriz espanhola e sem competição interna de resultados.
  • A estratégia de desintermediação (de-risking) do Santander deve ser concluída em 2026, buscando um portfólio de crédito mais saudável e a retomada do ROE a 20%, com perspectivas de chegar a 22%–23%.
  • Os resultados de 2025 mostraram lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões no quarto trimestre; as units do banco reagiram com queda de cerca de 2,5% no intraday.

O Santander fechou a compra do Webster Financial por 12,2 bilhões de dólares, posicionando-se entre os dez maiores bancos dos EUA. A operação amplia a presença do grupo no mercado americano.

Mario Leão, CEO do Santander Brasil, disse a jornalistas que a ambição nos EUA não diminui a importância do Brasil para o grupo. Segundo ele, o Brasil é uma grande geradora de capital que sustenta o crescimento externo.

Leão explicou que a operação no país financia a capacidade de crescer nos EUA, destacando que o Brasil continua sendo a unidade mais relevante do grupo em várias métricas financeiras.

Ele comentou que a prioridade do Santander é crescer de forma sustentável, integrando resultados do Brasil com a estratégia global, sem entrar em competição interna por lucros.

Sobre especulações de uma possível OPA que poderia retirar a subsidiária brasileira da bolsa, o CEO afirmou que não trata-se da pauta da gestão. O foco é crescer e gerar capital.

De-risking em 2026

O Santander segue a estratégia de reduzir riscos, iniciada no fim de 2021, com ajustes significativos em portfólios de alta renda e PMEs. A meta é reduzir a exposição a segmentos mais perilosos.

Leão informou que a empresa está na fase final desse processo, buscando um mix de crédito mais saudável e menor participação de risco, sem divulgar proporções por segmento.

A expectativa é encerrar 2026 com um portfólio mais equilibrado, mantendo a gestão de ativos e o equilíbrio entre rentabilidade e risco.

Entre os objetivos está a recuperação do ROE para 20%, indicador que ficou em 17,6% no quarto trimestre de 2025. A meta de chegar a 22% a 23% é vista como horizonte mais distante.

O executivo ressaltou que a recuperação do ROE depende da evolução de diversas frentes, incluindo eficiência, volumes e condições de mercado, sem prometer alcance imediato.

O Santander Brasil divulgou resultados do quarto trimestre de 2025 com lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões, alinhado às expectativas do mercado. As ações recuaram cerca de 2,5% após o balanço.

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