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ANP define condições para retomada de perfuração na Foz do Amazonas

ANP exige troca dos selos do riser e comprovação em cinco dias para retomada da perfuração na Foz do Amazonas, com revisão do Plano de Manutenção e auditoria em andamento

Bioma em risco? A Petrobras diz ser segura a exploração de bacia perto da Foz do Amazonas – Imagem: Cézar Fernandes/Agência Petrobras
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  • A ANP informou à Petrobras que a retomada da perfuração na Foz do Amazonas depende do cumprimento de novas condições.
  • A perfuração foi paralisada em 6 de janeiro após vazamento de fluido de perfuração; a Petrobras disse que o fluido é biodegradável, não oferece riscos às pessoas e atende limites de toxicidade.
  • A retomada só ocorrerá após a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração e apresentação de evidências da troca em até cinco dias após a instalação da última junta, com análise da instalação.
  • Exigências adicionais incluem revisão do Plano de Manutenção Preventiva, com redução do intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração submarina nos primeiros 60 dias, e uso das juntas do tubo de perfuração reserva apenas após certificados de conformidade.
  • A ANP informou que realiza auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde 2 de janeiro; a Petrobras informou perda de fluido em duas linhas auxiliares, mas afirmou não haver risco à operação.

A ANP informou à Petrobras que a retomada da perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, Margem Equatorial, depende do cumprimento de novas condições. A decisão ocorre após o poço ter sido paralisado em 6 de janeiro devido a um vazamento de fluido de perfuração.

Segundo a Petrobras, o fluido utilizado serve para limpar e lubrificar a broca, controlar a pressão do poço e evitar o colapso das paredes. Organizações indígenas e ambientalistas expressaram preocupação, mas a estatal afirmou que o fluido atende aos limites legais de toxicidade.

A retomada está condicionada à substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração e à apresentação de evidências da troca em até cinco dias após a instalação da última junta. A ANP também exige revisão do Plano de Manutenção Preventiva e redução no intervalo de coleta de dados.

Exigências para retomada

A ANP detalha que o riser de perfuração deve ser inspecionado e que somente após certificados de conformidade serão autorizadas as juntas do tubo de perfuração reserva. A agência também realiza auditoria do sistema de gestão de segurança operacional desde 2 de fevereiro.

A Petrobras informou, em nota, que houve perda de fluido em duas linhas auxiliares ligando a sonda ao poço Morpho, no bloco FZA-M-059. A empresa afirmou que não há risco à segurança da operação e que a sonda permanece em condições seguras.

Até o fechamento desta matéria, a Petrobras não havia comentado a decisão da ANP. A agência continua monitorando a operação e a conformidade com as normas vigentes.

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