- Em 2025 o Brasil registrou exportações recordes, totalizando US$ 349 bilhões, aumento de US$ 11,6 bilhões em relação a 2024, mesmo com tarifas americanas que chegaram a ultrapassar cinquenta por cento.
- A China consolidou-se como principal destino alternativo, respondendo por quarenta e sete por cento do comércio brasileiro entre agosto e dezembro de 2025, com exportações de US$ 42,36 bilhões no período.
- Outras altas significativas ocorreram em Marrocos, com crescimento de sessenta e dois por cento, e na Índia, com alta de cinquenta e dois vírgula nove por cento.
- O relatório da consultoria FTI Consulting aponta que o Brasil se destacou entre economias emergentes, redirecionando vendas para a Ásia e o Sul Global para compensar a retração com os EUA.
- Risco geopolítico: a partir de janeiro de 2026, países que negociam com o Irã podem sofrer tarifas adicionais de 25% dos Estados Unidos, o que pode impactar negócios brasileiros.
O Brasil fechou 2025 com exportações recordes, apesar de tarifas dos EUA que chegaram a 50% em parte do ano. A operação diplomática entre Washington e Brasília impactou setores tecnológicos e agrícolas, mas o país manteve o comércio ativo por meio de novos destinos. Em 2025, as exportações totalizaram US$ 349 bilhões, segundo a Comex.
Paralelamente, o relatório da FTI Consulting destaca a resiliência brasileira e a busca por mercados alternativos, com destaque para a China, que absorveu 37% das exportações entre agosto e dezembro de 2025. Valores para o período atingiram US$ 42,36 bilhões, ante US$ 32,63 bilhões em igual intervalo de 2024.
Outros destinos ganharam relevância diante das tarifas. As exportações para o Marrocos cresceram 62% em relação a 2024, e para a Índia houve alta de 52,9%. A constatação é de que o Brasil se destacou entre economias emergentes ao contornar os impactos das barreiras norte-americanas.
Mudança de geografia das exportações
O redirecionamento de volumes para a Ásia e o Sul Global permitiu aumento da receita total, mesmo com a perda de um dos maiores parceiros históricos. A análise classifica esse movimento como realinhamento estrutural e não reação pontual às tarifas.
Para reduzir riscos, a consultoria recomenda aprofundar a diversificação comercial para além do eixo China-EUA. O Brasil mostrou capacidade de transformar uma crise diplomática em oportunidade, fortalecendo vínculos com mercados emergentes e mantendo superávit comercial.
Riscos geopolíticos: o fator Irã
O novo mapa comercial traz desafios geopolíticos que exigem cautela. Em janeiro de 2026, foi anunciada a possibilidade de tarifas adicionais de 25% dos EUA para países que negociam com o Irã, o que representa um risco futuro para empresas brasileiras.
Entre na conversa da comunidade