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Documentos judiciais: insiders da Drax contestaram alegações de sustentabilidade

Documentos judiciais mostram executivos da Drax questionando a sustentabilidade das pellets, enquanto Ofgem encontrou falhas de dados e a empresa pagou £25 milhões

Three towers of the Drax power station
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  • Executivos da Drax, incluindo o diretor executivo, levantaram internamente dúvidas sobre a validade das alegações de sustentabilidade da empresa, mesmo enquanto ela negava publicamente ter queimado florestas primárias para abastecer a maior usina britânica.
  • A BBC Panorama acusou a Drax de usar madeira de florestas antigas no Canadá; a empresa negou as acusações, afirmando que a maior parte do material eram resíduos de serraria e o restante era material de descarte.
  • Documentos de tribunal mostram que, apesar das declarações públicas, alguns chefes da Drax não tinham evidências suficientes para sustentar as alegações de sustentabilidade.
  • A Ofgem conduziu uma investigação de dezesseis meses que apontou ausência de governança de dados e controles na origem da madeira utilizada entre 2021 e 2022, resultando em multa de 25 milhões de libras pela falha de conformidade.
  • O FCA investiga declarações históricas da Drax sobre a origem das pelotas, enquanto a empresa afirma ter fornecido materiais relevantes às autoridades e que as investigações independentes não indicaram irregularidades no recebimento de subsídios.

Seniores executivos da Drax questionaram internamente a validade das alegações de sustentabilidade da empresa, enquanto a companhia negava publicamente que usasse madeira de florestas antigas para alimentar a maior usina do Reino Unido. Documentos judiciais, apresentados a um tribunal trabalhista, revelam divergências entre declarações públicas e avaliações internas.

O caso envolve relatos de Panorama, da BBC, que em outubro de 2022 acusou a Drax de queimar madeira de florestas antigas no Canadá. A Drax negou as acusações, afirmando que 80% do material usado nos pellets vinha de resíduos da serraria e o restante seria material de descarte.

Mudança de tema: processos internos e consequências

Conforme os documentos, o CEO Will Gardiner garantiu a ministros e funcionários públicos que a empresa cumpria as exigências de subsídio que condicionam o uso de biomassa sustentável. Entretanto, executivos de compliance teriam dito ter dúvidas sobre a evidência disponível.

O ex-chefe de assuntos públicos Rowaa Ahmar, que moveu ação trabalhista, afirmou que a BBC abriu um debate sobre a sustentabilidade e que informações divergentes teriam causado confusão interna. Ela afirma que houve alerta de que a Drax poderia ter queimado pellets de florestas antigas desde 2019.

Aspectos regulatórios e desdobramentos

Relatos de registros internos indicam que houve preocupação com a precisa origem da madeira usada, o que poderia configurar dados de queima inadequados para as regras de subsídio. Paul Sheffield, diretor comercial, confirmou que a área de compliance levantou questionamentos.

O governo britânico, por meio da Ofgem, abriu uma investigação de 16 meses sobre governança de dados e origem das fontes de madeira. Em 2024, a Drax concordou em pagar 25 milhões de libras em compensação por falhas na governança de dados, segundo a reguladora.

Situação atual e próximos passos

A Ofgem informou não ter encontrado evidências de subsídios concedidos incorretamente nem de má-fase proposital de dados. A FCA avalia declarações históricas da empresa sobre a origem dos pellets. A Drax afirma que forneceu material de investigação às autoridades e que as conclusões da Ofgem foram contrastantes com alegações de falhas.

A Drax produziu cerca de 10% da eletricidade da Grã-Bretanha em 2024 e concluiu a transição de carvão para pellets de biomassa até 2023, mantendo o foco na governança e na rastreabilidade para sustentar seus critérios de subsídio.

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