- Safra de café do Brasil em 2026/27 é estimada em 69,3 milhões de sacas de 60 kg, alta de 10,1% frente a 2025/26.
- Arábica deve responder por 44,8 milhões de sacas (+18%), enquanto canéfora (robusta/conilon) fica em 24,5 milhões (-2%).
- Clima mais ameno na pré-florada sustenta recuperação do arábica; robusta tem bom desempenho no Espírito Santo e na Bahia.
- Exportações devem crescer 12%, para 45,6 milhões de sacas, conforme o Itaú BBA.
- Estoques finais devem chegar a 2 milhões de sacas; consumo interno estimado em 22,3 milhões, com estoques ainda abaixo de níveis de anos anteriores.
A safra de café do Brasil para 2026/27 foi estimada em 69,3 milhões de sacas de 60 kg, 10,1% acima da temporada 2025/26, segundo o relatório do Itaú BBA. O banco aponta condições mais favoráveis para a produção de arábica na próxima temporada.
Do total a ser colhido, a produção de arábica deve chegar a 44,8 milhões de sacas, 18% a mais que o ciclo anterior. A variedade canéfora (robusta e conilon) está prevista em 24,5 milhões de sacas, queda de 2%.
O Itaú BBA cita chuvas ainda abaixo da média em 2025, porém temperaturas mais amenas no pré-florada, o que favorece o pegamento do arábica. O robusta também apresenta bom desempenho no Espírito Santo e na Bahia.
Apesar do crescimento, o banco aponta que a safra ainda fica abaixo do recorde de 69,9 milhões de sacas de 2020/21. A estimativa de exportações para 2026/27 é de 45,6 milhões de sacas, alta de 12%.
O consumo interno é estimado em 22,3 milhões de sacas, estável frente ao ciclo anterior. Os estoques finais devem chegar a 2 milhões de sacas, mas permanecem distantes das antigas reservas de anos anteriores.
A instituição ressalta que estoques baixos antes da safra mantêm o mercado sensível ao clima até a confirmação da temporada 2026/27. A projeção de maior produção deve limitar altas, reforçando a necessidade de gestão de riscos.
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