- Cerca de 1.000 baristas, em quase 50 lojas, estão em greve há quase três meses e lançaram a campanha “Delete the App” para pedir solidariedade dos clientes.
- A Starbucks Workers United representa cerca de 11.000 baristas em 576 lojas dos Estados Unidos, com mais 15 lojas buscando eleição sindical no mês passado.
- Em dezembro, a greve teve o seu alcance reduzido, com lojas enviando avisos de retorno ao trabalho para manter parte dos funcionários em atividade, em formato rotativo.
- A campanha “Delete the App” foi anunciada por Christi Gomoljak, que pediu aos clientes para desinstalar o app da Starbucks até haver um contrato justo.
- A Starbucks afirmou que menos de 1% das lojas foi afetado pela greve e que mais da metade continuou operando; a empresa espera retornar às negociações com mais de trinta acordos tentativos já em vigor.
Os trabalhadores da Starbucks em greve, ligados à organização Starbucks Workers United, iniciaram uma campanha para que clientes desinstalem o aplicativo da rede como forma de apoio. A mobilização acontece em pleno terceiro mês de greve, que já se estende por dezenas de lojas no país.
A ação busca pressionar a empresa por contrato coletivo. Os grevistas cobram salários dignos, horários estáveis e o fim de práticas de desencorajamento à organização sindical. A mobilização foi acompanhada por declarações de baristas que participam de chamadas de solidariedade.
Desde 13 de novembro do ano passado, a greve foi classificada pela entidade como greve por prática trabalhista injusta. No período, a Starbucks já viu encerramento de algumas unidades e o movimento passou a representar cerca de 11 mil baristas em 576 lojas nos Estados Unidos. Outros 15 estabelecimentos entraram com pedido de eleição sindical no mês passado.
Na reta final de dezembro, a direção sindical decidiu reduzir o alcance da greve, com o retorno ao trabalho de parte dos trabalhadores. A estratégia envolve manter um núcleo de trabalhadores em greve de forma rotativa para suportar os encargos financeiros dos conflitos.
Cerca de 1 mil baristas, em quase 50 lojas, seguem em greve. A campanha do movimento inclui a demanda por um contrato justo e o fim de ações consideradas anti-sindicais. Prestadores de serviço e representantes sindicais destacaram a importância de manter a pressão. A organizadora Christi Gomoljak reforçou o chamado para que clientes excluam o app da Starbucks.
Apoio e posições
A presidente da AFL-CIO, Liz Shuler, descreveu o movimento como uma forma de ampliar o impacto dos trabalhadores diante de uma empresa de grande porte. A Federação Sindical enfatizou que a luta envolve dignidade no trabalho e condições de atuação.
A Starbucks, por sua vez, manteve postura de minimizar impactos da greve. A empresa informou que menos de 1% das lojas foi afetada, com a maioria das unidades operando ou retomando atividades rapidamente. A rede não comentou diretamente a campanha de desinstalar o aplicativo.
Em nota, a companhia destacou que o retorno ao trabalho quase total já ocorre em áreas com maior concentração de grevistas. A assessoria ressaltou ainda que há mais de 30 acordos provisórios já fechados e voltou a defender o papel de seus empregos, com remuneração média acima de 30 dólares por hora para parceiros horistas.
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