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EUA podem tornar-se sócios minoritários da Serra Verde após US$ 565 milhões

EUA podem tornar-se sócios minoritários da Serra Verde após empréstimo de US$ 565 milhões, no contexto do projeto Vault para estoques de terras raras

O Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras fora da China e a Serra Verde é a única produtora desses metais no país.
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  • Serra Verde, única produtora de terras raras no Brasil, obteve empréstimo de US$ 565 milhões com a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA, 22% acima do valor originalmente aprovado.
  • O dinheiro financia atualizações em Pela Ema, Goiás, e abre a possibilidade de participação minoritária dos EUA na empresa, sem participação na gestão.
  • O governo dos EUA, sob a gestão Trump, tem ampliado apoio a cadeias de suprimentos de terras raras para reduzir a dependência da China, com planos de estoques estratégicos e participação em empresas do setor.
  • As negociações entre Serra Verde e a DFC já duram cerca de dezoito meses e contam com apoio de investidores como Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue Resources.
  • A Serra Verde planeja aumentar produção para 6.500 toneladas métricas de óxidos totais de terras raras por ano até o próximo ano, com possibilidade de dobrar a capacidade nos próximos quatro anos.

A Serra Verde, única mineradora de terras raras em produção no Brasil, fechou um empréstimo de US$ 565 milhões com a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC). O acordo, de 22% acima do valor inicialmente aprovado, visa financiar atualizações em Pela Ema, Goiás. A opção de participação minoritária dos EUA foi aberta em termos finais divulgados pela empresa, mantendo a gestão sob o controle da mineradora.

A negociação com a DFC envolve possibilidade de entrada dos EUA como acionista minoritário, sem atribuição de papel na gestão, segundo o diretor de operações Ricardo Grossi. O financiamento apoia melhorias operacionais da planta de Pela Ema. A Serra Verde já conta com apoio de investidores como Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue Resources.

O governo americano tem acelerado o apoio a cadeias de suprimento de terras raras para reduzir a dependência da China. Em linha com esse objetivo, o governo tem oferecido empréstimos e participações acionárias a empresas como MP Materials e Vulcan Elements. Movimentações semelhantes ocorrem em projetos brasileiros de terras raras.

Entrestando as tratativas com a DFC, a Serra Verde participa do projeto Vault, segundo Grossi. O plano envolve combinar capital privado com um empréstimo de US$ 10 bilhões do Export-Import Bank dos EUA para armazenamento de minerais para fabricantes. Ainda não há decisão final sobre a participação na Vault.

As tratativas com a DFC vêm desde aproximadamente 18 meses, informou o executivo. O Brasil abriga reservas expressivas de terras raras, e a Serra Verde figura como a única produtora no país. O projeto Pela Ema concentra elementos leves e pesados, como neodímio e disprósio, críticos para ímãs.

A Serra Verde iniciou produção comercial em 2024 e pretende elevar a produção anual para 6.500 toneladas métricas de óxidos de terras raras até o fim de 2025. A empresa também avalia ampliar a capacidade de produção nos próximos quatro anos, com metas ainda a serem confirmadas.

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