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Bradesco afirma que 2026 não será ano de acomodação, diz Noronha

Bradesco mantém plano de investimentos em 2026, destacando potencial de surpresas positivas, apesar de orientação conservadora e incertezas eleitorais

Marcelo Noronha, CEO do Bradesco
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  • Marcelo Noronha diz que 2026 não será de acomodação e que o Bradesco continuará investindo para aumentar a competitividade.
  • O lucro líquido esperado para 2026 fica entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões, com ponto central de R$ 27 bilhões, e ROE de 14% a 17%.
  • As metas incluem expansão de crédito entre 8,5% e 10,5%, margem financeira entre R$ 42 bilhões e R$ 48 bilhões, tarifas entre 3% e 5%, seguros entre 6% e 8% e despesas operacionais entre 6% e 8%.
  • O banco mantém o plano estratégico, com foco em crédito seletivo, serviços e cross selling entre canais, além de levar seguros para a divisão de financiamentos e ampliar produtos no app.
  • Analistas do Itaú BBA veem a postura como prudente diante de incertezas, apontando potencial de surpresas positivas em seguros e tarifas, dependendo da trajetória macroeconômica e de eleições.

O Bradesco afirma que 2026 não será de acomodação. Em teleconferência de resultados do quarto trimestre, o presidente Marcelo Noronha disse que o banco continuará a investir para manter a competitividade e não reduzirá o ritmo de crescimento.

A projeção de lucro líquido para 2026 ficou entre 25 e 30 bilhões de reais, com ROE entre 14% e 17%. O resultado médio de 27 bilhões ficou abaixo das expectativas do mercado, que esperava mais. A instituição justifica o conservadorismo pelo foco em transformação.

Noronha ressaltou que o plano estratégico segue de forma ordenada, com potencial para surpresas positivas. Consultorias apontam o guidance como conservador, mas destacam que o Bradesco tem histórico de superar metas em comparação com o setor.

As alavancas de crescimento apontadas são crédito seletivo, receitas de serviços e seguros. O banco pretende ampliar o cross selling entre canais, incluir seguros na linha de financiamentos e lançar produtos de seguro no app.

Para 2026, a instituição aponta expansão da carteira de crédito entre 8,5% e 10,5% (em contraste com 11% em 2025), margem financeira ajustada ao risco entre 42 bilhões e 48 bilhões, e receitas com tarifas entre 3% e 5%.

A projeção também prevê crescimento de seguros entre 6% e 8% e aumento das despesas operacionais entre 6% e 8%. Analistas do Itaú BBA veem a postura mais prudente como adequada diante das incertezas do ano.

Noronha mencionou a possibilidade de volatilidade decorrente de eleições, mas ressaltou que o desemprego segue estável, o que sustenta o potencial de expansão. Caso a queda da Selic ocorra mais rápido, pode favorecer empresas mais alavancadas.

Após a valorização recente das ações do Bradesco, o Itaú BBA sinaliza possível realizar de lucros na sessão, com o banco de investimentos ficando atento a eventuais movimentos de preço. A instituição mantém perspectiva de lucro de 29,2 bilhões para 2026.

Para manter a linha, o Bradesco reafirmou sua visão de que há espaço para alta de receita com tarifas, seguros e serviços, enquanto segue investindo para manter a rentabilidade e a qualidade do crédito.

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