- O BRB entregou ao Banco Central um Plano de Capital com ações para recompor o balanço e fortalecer a liquidez em até 180 dias.
- Entre as opções estão empréstimos de outras instituições, venda de ativos, criação de fundo imobiliário com terrenos do GDF, aportes diretos do Tesouro do Distrito Federal e empréstimo do GDF com FGC.
- Medidas de governo dependem de aprovação da Câmara Legislativa do DF; o objetivo é ampliar liquidez e reduzir o tamanho da instituição.
- O BRB não divulgou valores no plano; tribunais e investigações ainda apuram irregularidades ligadas ao caso Master, que levaram a um rombo citado de 5 bilhões de reais em depoimento à Polícia Federal.
- Relatos na imprensa indicam venda de ativos de alta qualidade (aprox. 5 bilhões de reais) e negociação de quase 1 bilhão em carteiras de crédito a estados e municípios, com garantias federais.
O BRB apresentou ao Banco Central um Plano de Capital para recompor o balanço e reforçar a liquidez em até 180 dias. A iniciativa, divulgada nesta sexta-feira (6), foi entregue pessoalmente pelo presidente Nelson Antônio de Souza ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, com a presença do secretário de Economia do DF, Daniel Izaias. O objetivo é manter a sustentabilidade da instituição, a estabilidade das operações e a transparência com clientes e investidores.
O documento, segundo o BRB, reúne ações preventivas sujeitas a confirmação de necessidade de aporte pelo Governo do Distrito Federal (GDF), dependente das investigações em andamento. O banco não detalhou valores, limitando-se a afirmar o compromisso com a proteção de clientes e com a continuidade das atividades.
Segundo apuração da Polícia Federal mencionada pelo BRB, houve um rombo de cerca de 5 bilhões de reais no balanço relacionado a operações com o Banco Master. A PF também investiga erros e irregularidades nas operações envolvendo o Master, que motivaram as medidas de recomposição de capital.
Em tese, o BRB apontou cinco caminhos para recompor capital: empréstimos a partir de outras instituições, venda de ativos (incluindo carteiras imobiliárias e créditos a estados e municípios), criação de um fundo imobiliário com imóveis do GDF, aportes diretos do Tesouro do DF e empréstimo do GDF com o FGC, com posterior repasse ao BRB. A efetivação das medidas dependem da Câmara Legislativa.
O banco afirma que o plano busca injetar liquidez, reduzir o tamanho da instituição e diminuir a necessidade de novos aportes do controlador, diante de restrições fiscais. Em meio às discussões, o BRB já estaria negociando a venda de carteiras de crédito concedidas a estados e municípios, com garantias do Tesouro Nacional, além de desinvestimentos em fundos adquiridos do Master.
As investigações em curso também envolvem a compra de carteiras de crédito do Master, avaliadas em cerca de 12,2 bilhões de reais, com ativos potencialmente superfaturados ou inexistentes. O BRB diz que aproximadamente 10 bilhões de reais foram substituídos ou liquidados, negando bloqueio de bens.
Entre na conversa da comunidade