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Brunello de bilionário brasileiro é eleito vinho do ano

Brunello Argiano 2018, do brasileiro André Esteves, é eleito Vinho do Ano pela Wine Spectator, sinalizando menos madeira e mais expressão do terroir

A safra premiada ainda existe disponível no mercado, mas apenas para quem tem muito dinheiro no bolso e disposição para convencer alguém a vender o rótulo
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  • Argiano Brunello di Montalcino 2018 foi eleito Vinho do Ano pela Wine Spectator, com 95 pontos, ocupando o topo da lista dos 100 melhores rótulos de 2023.
  • O brasileiro André Esteves, sócio da Argiano desde 2013, tem fortuna estimada em R$ 51 bilhões e impulsionou o rótulo ao radar global do luxo.
  • A vinícola passou por uma virada de estilo: menos madeira, maior expressão do território e Brunello mais clássico, fruto de safras como 2015 e 2016, marcando a transição.
  • A safra premiada ainda está disponível, mas para compradores com alto poder aquisitivo; a safra 2023 chega ao Brasil por preço sugerido de R$ 1.155, e há outros rótulos, como o Sangiovese di Montalcino 2020, por R$ 375.
  • Produção anual da Argiano fica em cerca de 350 mil garrafas, com US EUA como principal mercado e Brasil entre os top dez; o turismo enogastronômico de luxo no Brasil cresce, impulsionando visitas à vinícola.

O Argiano Brunello di Montalcino 2018 foi eleito Vinho do Ano pela Wine Spectator, levando o título entre os 100 melhores rótulos lançados em 2023. A premiação reconhece o trabalho da vinícola italiana Argiano, ligada ao banqueiro brasileiro André Esteves desde 2013.

A conquista coloca o brasileiro no centro de uma virada estratégica da empresa, que busca transmitir a expressão do território de Montalcino com mais clareza. A safra premiada permanece no mercado, mas com preço elevado para interessados que encontrem o rótulo à venda.

Mudança de estilo e foco no território

Margherita Mascagni, gerente de exportações da Argiano, afirma que os vinhos passaram a refletir de forma mais direta o terroir. O solo calcário, antes pouco valorizado, ganha protagonismo na nova linha da casa.

A transição envolve menos intervenção na adega e menos madeira. O objetivo é manter a capacidade de guarda, com uma textura mais suave e menos tostado, destacando notas florais e balsâmicas.

Apesar da valorização recente, a safra 2018 é vista como marco de uma transformação em curso. Safras anteriores já mostraram o caminho, com cortes gradativos na intervenção em vinhas de 60 anos e degustação de parcelas separadas para valorizar o solo.

Aspectos climáticos e operacionais

A mudança climática em Montalcino influencia a colheita e a maturação. Verões mais quentes exigem controle maior da maturação para evitar sobrematuração. Reduzir a madeira ajuda a manter frescor e equilíbrio.

A Argiano continua fiel ao Brunello 100% Sangiovese, com ênfase na expressão do lugar. A vinícola busca transparência do território, sem abrir mão da capacidade de envelhecimento.

Alcance global e mercado brasileiro

A produção anual fica em torno de 350 mil garrafas, com cerca de 110-120 mil de Brunello di Montalcino. O mercado é pulverizado, com EUA como principal destino e o Brasil entre os top 10.

No Brasil, a importadora Aurora/Inovini comercializa a safra 2023 de Argiano por cerca de R$ 1.155. Outros rótulos, como o Sangiovese Di Montalcino 2020, saem por about R$ 375.

No turismo, o Brasil ocupa posição de destaque entre os visitantes da vinícola. A executiva aponta o crescimento do enoturismo de luxo, impulsionado pela presença de compradores de alto poder aquisitivo nos rankings globais.

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