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Economia da Rússia estagna; impactos para a guerra e Putin

Economia russa estagna, receitas de petróleo caem e o crescimento desacelera, elevando riscos fiscais para sustentar o esforço de guerra

Bar chart of Russia's stagnating GDP growth comparative to the US, UK, France and Germany. Vladimir Putin looking concerned.
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  • Em 2026 a economia russa mostra sinais de estagnação, com crescimento previsto de 0,6% em 2025 e 0,8% em 2026 pelo FMI.
  • Receitas com petróleo e gás despencaram: a fatia fiscal de fossils caiu de cerca de 40% em 2022 para 25% nos três primeiros trimestres de 2025.
  • Apoiadores comerciais reduziram as compras da Rússia na Europa; China, Índia e Turquía aumentaram, mas Índia tem feito recuo recente.
  • O governo implementou altas tributárias para conter inflação: imposto de renda, imposto sobre valor agregado subiu para 22% em 2026 e imposto de empresas passou de 20% para 25%.
  • Mesmo com dificuldades econômicas, o gasto militar continua alto e há potencial para financiamento de curto prazo por meio de dívida e novas decisões fiscais; sinais de negociações de paz com a Ucrânia surgem, sob pressão de esgotamento da pressão econômica.

O crescimento econômico da Rússia voltou a puxar para baixo, sinalizando uma desaceleração que pode influenciar o esforço de guerra no leste da Ucrânia. O país passou de um impulso de guerra para uma fase de expansão tímida e aperto fiscal, com impacto nos serviços públicos.

Dados do FMI apontam previsões de crescimento de apenas 0,6% em 2025 e 0,8% em 2026. São as menores taxas desde o período de sanções após a anexação da Crimeia, excluídos os anos de pandemia. A leitura é de economia estagnada, sem o impulso anterior.

A queda na receita com petróleo e gás complica as finanças russas. Em 2022, esse segmento representava cerca de 40% da arrecadação federal; em 2025, estimativas preliminares indicam aproximadamente 25%. O recuo acompanha a queda de preços e a busca por novos compradores.

A produção de energia sofre impactos de preços globais e de pressões externas. O preço do petróleo Uraldo caiu de US$ 90 por barril em 2022 para cerca de US$ 50 no fim de 2025, enquanto sanções ocidentais limitam o acesso a mercados. China, Índia e, em menor grau, a Turquia passaram a comprar mais, reduzindo as entradas europeias.

Dinâmica fiscal e salários

O governo elevou tributos para melhorar a posição orçamentária. Em 2025 houve aumento da alíquota de imposto de lucro e, no início de 2026, a VAT subiu para 22%. Embora haja isenções para itens essenciais, esses movimentos alimentam a inflação e pressionam o consumo.

A inflação persiste acima de níveis vistos em outros países, e as autoridades adotaram medidas que, segundo analistas, ajudam a frear o crescimento. O banco central manteve política monetária estrita, elevando a taxa de juros para combater pressões inflacionárias.

A demografia também pressiona a economia. A população recuou de 145,5 milhões em 2019 para 143,5 milhões em 2024, com fatores como redução de fertilidade, perdas em combate e emigração. Esse cenário dificulta a expansão do mercado de trabalho no longo prazo.

Desafios no mercado de trabalho e no comércio

A Rússia apresenta desemprego notadamente baixo, em parte por restrições de oferta de mão de obra, agravadas pela desaceleração econômica. A atividade industrial e o consumo enfrentam limites, mesmo com a base de gasto público ampliada no passado pelo orçamento militar.

O comércio externo acompanha o desaquecimento. Países aliados aumentaram a participação, mas o peso dessas vendas não compensa plenamente a retração provocada pela redução de demanda europeia. A eficiência das receitas fiscais depende de novas rotas de exportação.

Perspectivas para o esforço de guerra

Analistas destacam que, no curto prazo, a Rússia pode manter o financiamento da atividade militar, embora haja vulnerabilidade diante de quedas adicionais de preços do petróleo. O endividamento externo permanece restrito, mas o governo pode recorrer a medidas como novas altas de tributos e venda de ativos estatais.

Especialistas ressaltam que a continuidade do financiamento militares depende de condições globais de energia. Caso os preços se estabilizem ou subam, a situação pode se manter estável; se caírem, o peso fiscal aumentará ainda mais.

Avanços diplomáticos e próximos passos

Recentemente, houve sinalização de negociações entre Rússia e Ucrânia, com iniciativas intermediadas por terceiros. Analistas veem a economia debilitada como fator relevante, influenciando a posição de Moscou nas tratativas. A influência macroeconômica no conflito permanece incerta.

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