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PF mira R$ 400 milhões da previdência dos servidores do AP no Master

Polícia Federal investiga aplicação de R$ 400 milhões da Autarquia de Previdência do Amapá (Amprev) em Letras Financeiras do Banco Master, por suspeita de gestão temerária

Sede do Banco Master, em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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  • A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, na manhã de sexta-feira, como parte da operação Zona Cinzenta, desdobramento da Compliance Zero.
  • O objetivo é apurar irregularidades em investimentos da Amprev (previdência dos servidores do Amapá) no Banco Master, que teve liquidação pelo Banco Central.
  • Um dos alvos é o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, além de dois integrantes do comitê de investimentos.
  • As buscas investigam aplicação de cerca de R$ 400 milhões em Letras Financeiras emitidas por banco privado, que estariam sem lastro e com possível risco, sob suspeita de gestão temerária e gestão fraudulenta.
  • A operação busca esclarecer eventual prejuízo ao patrimônio público e identificar os responsáveis pelas aplicações no Master.

A Polícia Federal cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, nesta sexta-feira, por suspeitas envolvendo investimentos da previdência dos servidores do Amapá no Banco Master. A operação Zona Cinzenta é desdobramento da Compliance Zero, deflagrada no ano passado, que analisa aplicações do RPPS/AP em ativos de alto risco sem lastro seguro pelo FGC.

Entre os alvos, estariam o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois integrantes do comitê de investimentos. Os mandados foram autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal. A apuração envolve a possível aplicação irregular de cerca de R$ 400 milhões em Letras Financeiras.

A PF informou que investiga a aprovação e a execução de investimentos da Amprev em Letras Financeiras emitidas por banco privado, com foco na gestão temerária e na gestão fraudulenta. A apuração busca esclarecer eventuais prejuízos ao patrimônio público e identificar responsáveis pelas aplicações no Master.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a Amprev para falar sobre a operação e aguarda resposta. A investigação ocorre após a liquidação do banco pelo Banco Central, que revelou investimentos de previdências no Master, semelhantes a outras apresentações de risco no setor.

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