- O Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução que critica a política monetária e a autonomia do Banco Central, chamando-a de obstáculo ao projeto político do partido.
- O texto defende reduzir a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, afirmando que a política atual restringe investimentos produtivos e o crescimento econômico.
- A resolução sustenta que a autonomia do Banco Central, criada no governo de Jair Bolsonaro, teria transformado a política monetária em um instrumento de bloqueio ao desenvolvimento econômico.
- O PT diz que continuará pressionando por mudanças na política de juros nos próximos meses e cita, entre os temas, críticas à demora na redução da taxa, com Lula discutindo o tema com o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
- No campo externo, a resolução apoia a Venezuela e Cuba diante de pressões externas e defende que o Brasil não aceite interferência em sua autodeterminação, além de defender regulamentação do ambiente digital para combater fake news antes das eleições.
O Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução que critica a política monetária e a autonomia do Banco Central. O texto defende a redução da taxa Selic e aponta o BC como interlocutor que freia o projeto do partido. A decisão ocorreu em Salvador, na sexta-feira (6) e foi publicada neste sábado (7) durante as comemorações dos 46 anos da sigla.
A resolução sustenta que a autonomia do BC, instituída no governo Bolsonaro, transformou a política monetária em instrumento de bloqueio ao crescimento econômico. O PT afirma que a política atual drena recursos públicos e restringe investimentos produtivos, propiciando maior financeirização da economia.
Apoio à Venezuela e a Cuba
Na parte externa, o documento afirma que o Brasil não deve admitir interferência externa na autodeterminação dos povos. Condena ataques à Venezuela e ameaças a Cuba, sem mencionar explicitamente os EUA, e aponta pressões históricas como exemplos de ingerência na região.
O PT sustenta que a defesa de soberania e da independência dos Estados latino-americanos deve nortear a atuação brasileira, especialmente diante de pressões internacionais sobre esses países. O texto reforça a posição contrária a qualquer tipo de interferência externa.
Regulação do ambiente digital
O documento também defende uma regulamentação do ambiente digital antes das eleições. O PT argumenta que redes sociais e plataformas concentram disseminação de informações falsas e apontam a necessidade de combate a fake news. O texto cita uso de inteligência artificial de forma ilegal como risco para eleições transparentes.
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