- Leilão Great American Whiskey Collection da Sotheby’s, em Nova York, arrecadou US$ 2,5 milhões com 319 lotes, a coleção de uísque americano mais valiosa já vendida em leilão.
- Old Rip Van Winkle 20 Anos Single Barrel, 1982, com 66,7% ABV, foi vendido por US$ 162.500, tornando-se a garrafa de uísque americano mais cara já vendida em leilão.
- Emerald Isle, The Craft Irish Whiskey Co., vendeu por US$ 2,8 milhões, tornando-se o uísque irlandês mais caro já comercializado.
- The Macallan — 1926 60 Anos “Valerio Adami” alcançou US$ 2,7 milhões, o scotch mais caro já leiloado.
- Yamazaki — Single Malt 55 Anos teve venda de US$ 795.000, o uísque japonês mais caro já registrado em leilão.
No fim de janeiro, a Sotheby’s de Nova York realizou o leilão Great American Whiskey Collection, no qual 319 lotes foram vendidos por US$ 2,5 milhões. O evento consolidou a coleção de uísque americano mais valiosa já vendida em leilão, segundo a casa de leilões. Licitantes demostraram forte interesse, elevando o valor para o patamar recorde.
Entre os destaques, um barril único de Old Rip Van Winkle 20 Anos, com 66,7% ABV, saiu por US$ 162.500. A bebida, nascida em 1982, tornou-se a garrafa de uísque americano mais valiosa já vendida em leilão, superando estimativas iniciais de até US$ 100 mil.
A seguir, apresentamos os recordes de valor entre as principais categorias de uísque: scotch, bourbon, rye, irlandês e japonês, com notas sobre o que impulsiona a demanda e o que tornou cada lote tão cobiçado pelos colecionadores.
Uísque irlandês mais caro
The Craft Irish Whiskey Co. Emerald Isle atingiu US$ 2,8 milhões, registrando o preço mais alto já pago por um único uísque. O rótulo é um single malt de 30 anos, triplo destilado, com acabamento em barris PX de 40 litros após maturação em ex-bourbon. Lançados em 2021, apenas sete conjuntos foram produzidos, cada um em caixa de nogueira com itens de luxo. Em 2024, Mike Daley, dos EUA, adquiriu uma garrafa por US$ 2,8 milhões, segundo o Distilled Spirits Council, com recorde mantido até hoje.
Scotch mais caro
The Macallan 1926 60 Anos “Valerio Adami” rendeu US$ 2,7 milhões em leilão de 2023, no Great & Rare. Originário do barril 263, engarrafado em 1986, é uma das poucas garrafas deste lote, quais trazem o rótulo assinado pelo artista Valerio Adami. A bebida passou por décadas de envelhecimento em carvalho europeu, apresentando notas de frutas escuras e doce de caramelo. A edição também é rara pela exclusividade do rótulo.
Uísque japonês mais caro
Yamazaki Single Malt 55 Anos alcançou US$ 795 mil em leilões, tornando-se o mais valorizado entre os japoneses. A bebida, maturada em barris de Mizunara e carvalho americano, reúne envelhecimento de várias décadas e aromas intensos. Em 2020, uma unidade foi vendida por varejo em sorteio privado, e outra em leilão em Hong Kong atingiu valores próximos de US$ 800 mil, mantendo o recorde para o Japão.
Bourbon mais caro
O Old Rip Van Winkle — seleção Van Winkle — lidera entre os bourbons com US$ 162,5 mil, marcado por engarrafamento de 1982 e envio centralizado para Chicago. Engarrafado apenas em 2003, o líquido provém de um lote com 60 garrafas numeradas, típico de edições especiais da casa. O perfil é wheated, com especiarias aquecidas por doçura envolvente.
Rye mais caro
LeNell’s Red Hook Rye 23 Anos, Barril nº 1, vendeu por US$ 60 mil em leilão da Sotheby’s. Originário de uma loja histórica de Brooklyn, o líquido provém de barris da Willett engarrafados a partir de uma seleção da década de 1980. A bebida destaca-se pela complexidade de especiarias, caramelo e notas de café, com estoque ainda restrito em mercados secundários.
As peças destacadas comprovam que, mesmo diante de previsões de retração no setor de destilados, o segmento ultra-premium mantém dinamismo. A Sotheby’s destacou o entusiasmo global dos licitantes e o fortalecimento do interesse por uísques americanos, irlandeses, japoneses, escoceses e bourbons em leilões de alto valor.
A lista de recordes apresentada resume por que esses líquidos são tão cobiçados: edições limitadas, envelhecimento extremo, acabamento único e associações históricas ou artísticas que elevam o valor subjetivo para além do líquido em si.
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