Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Baixa renda: 137 anos para dobrar o padrão de vida, aponta think tank

Estagnação salarial desde 2005 deixa 13 milhões de famílias sem ganho real; tempo estimado para dobrar o padrão de vida é de 137 anos, alertam analistas

The ‘huge income slowdown’ since 2005 has been driven by pay rises drying up, according to the Resolution Foundation.
0:00
Carregando...
0:00
  • Levaria 137 anos para famílias de renda mais baixa dobrarem seus padrões de vida, se a taxa de crescimento atual persistir.
  • A renda disponível dessas famílias cresceu apenas 0,5% ao ano desde 2005, indicando dois décadas de estagnação e risco de destabilização política se o ganho salarial não acelerar.
  • O estudo define famílias de baixa renda em idade de trabalho como aquelas com renda disponível abaixo da mediana nacional e sem ninguém acima da idade de reforma; cerca de 13 milhões de famílias seriam esse grupo, chamado de “inglaterra pouco reconhecida”.
  • A CEO da Fundação Resolution, Ruth Curtice, afirmou que o trabalho não é garantia de saída da pobreza e que, apesar de mais pessoas trabalharem, as rendas estagnam diante de custos maiores e necessidades de cuidado.
  • As causas apontadas incluem a maior parte do ganho de renda antes de 2005, com apenas parte do aumento atual ocorrido depois; cortes em benefícios para pessoas em idade ativa pioraram o padrão de vida, e impostos pesam menos nas famílias pobres, com o imposto municipal (contribuição de energia) exigindo uma parcela maior da renda dos mais pobres. Também cerca de 1 milhão de pessoas nessa faixa etária tem 35 horas ou mais de cuidado não remunerado.

Foi divulgado um estudo da Resolution Foundation mostrando que famílias de renda baixa no Reino Unido levariam 137 anos para dobrar seu padrão de vida, caso a trajetória atual de crescimento se mantenha.

A pesquisa aponta duas décadas de ganho fraco de renda disponível, alimentando um clima de insegurança política no país. O think tank alerta para o risco de maior disrupção caso não haja aceleração na crescimento salarial.

Entre 1965 e 2005, a renda disponível típica das famílias trabalhadoras da metade mais pobre chegou a dobrar, com queda na inflação ajustada. O ritmo, porém, mudou a partir de 2005.

Desde 2005, o crescimento da renda disponível para esse grupo diminuiu a apenas 0,5% ao ano, segundo o estudo. Se a tendência seguir, o doubledempo adicional pode levar mais de 130 anos.

A definição do grupo observa famílias de trabalho com renda disponível abaixo da mediana nacional e sem ninguém acima da idade de reforma. São cerca de 13 milhões de famílias.

Ruth Curtice, CEO da Resolution Foundation, afirma que o emprego não é garantia de saída da pobreza. Ela destaca que, apesar de maior participação no mercado de trabalho, a renda não tem acompanhado o esforço.

A fundação aponta que o ganho de renda total se concentra antes de 2005. Hoje, metade do aumento de salários ocorreu antes desse ano, com cortes significativos em benefícios para trabalhadores influenciando o padrão de vida.

O estudo ressalta ainda que impostos pesam menos no orçamento das famílias pobres — cerca de 12% —, enquanto nas famílias mais abastadas o peso chega a 31%. O imposto municipal aparece como fardo relevante para a base mais pobre.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais