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Emendas elevam cachês e prefeituras do Nordeste cancelam Carnaval

Prefeituras do Nordeste avaliam reduzir cachês inflacionados e cancelar Carnaval, diante de aumentos acima da realidade e uso de emendas parlamentares

Carnaval de Tauá (CE) em 2024; neste ano, não haverá festa
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  • Prefeituras do Nordeste discutem ação conjunta para conter cachês de artistas considerados acima da realidade, principalmente antes do Carnaval.
  • Várias cidades já cancelaram ou reduziram festas, citando elevação de custos com bandas; Ceará: Tauá, Caucaia e Jaguaretama; Paraú (Rio Grande do Norte) e Santa Luzia (Paraíba) também apontam cortes.
  • Massapê, no Ceará, reduziu a festa de quatro para um dia, alegando que bandas cobram valores altos e que municípios pequenos não têm condições financeiras.
  • Aprece, associação dos municípios do Ceará, aponta aumentos de até 100% ou mais em cachês de bandas, com efeitos de novas fontes de recursos, incluindo emendas parlamentares e emenda Pix.
  • Iniciativas de diálogo avançam em outros estados, com Bahia discutindo critérios com o Ministério Público e o TCE na Paraíba para estabelecer limites de gastos com festas.

O aumento no valor dos cachês cobrados por artistas tem mobilizado prefeituras do Nordeste. Municípios buscam reduzir o custo considerado fora da realidade para festas locais, especialmente no Carnaval. A pressão acontece à medida que as cidades planejam as festividades do período.

Em Ceará, três cidades anunciaram cancelamentos ou redução de celebrações: Tauá, Caucaia e Jaguaretama. Em Tauá, por exemplo, a cidade adiou a programação de carnaval para reduzir gastos. Em Jaguaretama, o prefeito já se pronunciou em vídeo sobre a decisão.

No Rio Grande do Norte, Paraú cancelou o Carnaval com a justificativa de redirecionar recursos para ações contra a seca. Santa Luzia, na Paraíba, adotou a mesma linha, priorizando enfrentar impactos climáticos. Em Massapê (CE), a prefeitura reduziu o festejo de quatro para um dia devido ao alto custo das bandas.

Preço dos cachês dispara e afeta cidades menores. Joacy Alves Junior, presidente da Aprece, aponta aumentos de até 100% ou mais de um ano para o outro. Em alguns casos, valores chegam a 800 mil reais, tornando insustentável a contratação sem licitação.

Para entender as causas, o secretário cita fatores como o maior número de festas financiadas com recursos federais e uma nova modalidade de custeio via emendas parlamentares. Emendas Pix ajudam a viabilizar festas, o que eleva ainda mais os custos.

A região discute, ainda, como reduzir a inflação nos gastos com atrações. Segundo Joacy, o cenário indica que o ano de 2026 exige contenção fiscal para municípios de pequeno e médio porte. A percepção é de que os custos não acompanham a capacidade financeira local.

Debate em estados vizinhos

Uma comissão de prefeitos da Bahia se reuniu com o Ministério Público para tratar de contratações para o São João, definindo critérios de gastos através de um TAC. O objetivo é assegurar lisura nos gastos com artistas.

Em paraíba, nova rodada de conversas envolvendo o Tribunal de Contas do Estado ocorreu para alinhavar medidas de controle. Prefeitos reforçam a necessidade de evitar que aumentos locais gerem impactos maiores em estados vizinhos.

O conjunto de ações revela uma busca por alinhamento regional. A ideia é evitar impactos financeiros desproporcionais no interior de estados nordestinos e promover compras públicas mais transparentes na contratação de atrações.

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