- A transação entre Valaris e Transocean, no valor de US$ 5,8 bilhões, criará a maior empresa de plataformas de petróleo offshore em valor de mercado.
- A combinação resultará em frota de 73 unidades, incluindo 33 navios-sonda de ultra‑águas profundas, nove semissubmersíveis e 31 plataformas jackup.
- Os acionistas da Valaris receberão 15,2 ações da Transocean para cada papel, um prêmio de cerca de 32% sobre o fechamento de 6 de fevereiro.
- As ações da Valaris subiram quase 25% no pregão, enquanto as da Transocean chegaram a cair até 3,9%.
- A Transocean pretende manter as plataformas jackup adquiridas, destacando que a frota de jackups pode ampliar caixa da empresa; a companhia já foi proprietária da plataforma Deepwater Horizon.
Acordo entre as duas maiores operadoras de plataformas de perfuração offshore cria a maior empresa do setor em valor de mercado. Transocean aceitará a aquisição da Valaris em uma operação em ações avaliada em US$ 5,8 bilhões. O negócio acelera a expansão da perfuração em águas profundas.
A fusão envolve uma frota combinada de 73 unidades, entre 33 navios-sonda de ultra‑aguas profundas, nove semissubmersíveis e 31 jackups. A transação prevê que os acionistas da Valaris recebam 15,2 ações da Transocean por cada título detido, com um prêmio de cerca de 32%.
As ações da Valaris reagiram com alta de quase 25% na sessão, atingindo o maior ganho intradiário já registrado. Os papéis da Transocean, por sua vez, recuaram até 3,9% após a notícia.
A operação ocorre em um momento de aquecimento da perfuração offshore, impulsionada pela desaceleração da produção em campos de shale nos EUA e por investimentos de grandes companhias em áreas como Golfo do México, Guiana e Brasil.
A Transocean afirma que não pretende desmembrar as plataformas jackup adquiridas, que haviam sido vendidas pela empresa em 2017. A estratégia visa ampliar a capacidade de atendimento em diferentes profundidades e regiões.
A empresa adquirente é proprietária da antiga Deepwater Horizon, envolvida no rompimento do poço Macondo, no Golfo do México, em 2010. O acordo foi divulgado nesta segunda-feira, com detalhamento das condições da operação.
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