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Coopavel projeta alta de receita em 2026 com safra de milho

Coopavel mira receita de 7,5 bilhões em 2026, alta de 19%, puxada pela safra de milho e expansão da agroindústria, apesar da queda da soja

Colheita de soja no Rio Grande do Sul
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  • A Coopavel projeta receita de R$ 7,5 bilhões em 2026, alta de 19% ante 2025, puxada pela safra de milho e pela expansão da agroindústria.
  • A meta é aumentar em 10% a recepção de grãos em 2026, em relação a 2025, que somou 472,9 mil toneladas de soja, 572,9 mil de milho e 160,5 mil de trigo, totalizando 1,2 milhão de toneladas.
  • A soja deve ter queda de 5% na produtividade por estiagem, enquanto a área de milho deve crescer cerca de 5%; a cooperativa incentiva o plantio de trigo e opera três moinhos, sendo a maior recebedora de trigo na região oeste do Paraná.
  • Em 2025, a Coopavel registrou aumento na produção avícola (16%), na suinocultura (24%) e entrou na piscicultura com tilápias, com salto de 24% na recepção de grãos no ano.
  • A Show Rural Coopavel deve gerar cerca de R$ 6 bilhões em negócios, 15% a menos que no ano anterior, diante de preços mais baixos e da necessidade de diversificação para itens de maior valor agregado.

A Coopavel, cooperativa agrícola do oeste do Paraná, projeta crescer 19% na receita em 2026, para 7,5 bilhões de reais, puxada pela maior safra de milho. A avaliação foi feita pelo presidente Dilvo Grolli em entrevista à Reuters, durante a Show Rural Coopavel.

Embora a safra de milho deposite boas perspectivas, a produção de soja deve recuar, e os preços das commodities estão mais baixos. Grolli destacou que o milho será fundamental para a produção de ração, essencial para a avicultura no estado.

A meta é ampliar em 10% a recepção de grãos em 2026 frente a 2025, quando a cooperativa recebeu 472,9 mil t de soja, 572,9 mil t de milho e 160,5 mil t de trigo, totalizando 1,2 milhão de toneladas.

Ele informou que a área de milho deve crescer cerca de 5% e que a soja pode retrair 5% ante o recorde da safra anterior, influenciada pela estiagem. A Coopavel mantém incentivo à rotação com trigo, já que opera três moinhos e é a maior recebedora de trigo na região.

O trigo é visto como rota de cultivo que complementa soja e milho, segundo Grolli, que ressaltou avanços da agroindústria e de insumos. Em 2025, a Coopavel viu aumento na produção avícola (16%), na suinocultura (24%) e iniciou operações na piscicultura com tilápias.

Show Rural

A Show Rural Coopavel, feira que começou nesta segunda-feira, deve gerar cerca de 6 bilhões de reais em negócios, abaixo de 15% em relação ao ano anterior, conforme o dirigente, por preços de grãos mais baixos.

Com a atual conjuntura, produtores negociam a safra nova apenas para cobrir as contas, mantendo volumes de grãos da safra passada para venda. A diversificação para carnes e mercadorias de maior valor agregado ajuda a mitigar o efeito da queda de preços.

Grolli afirmou que o mercado segue o que a oferta e a demanda ditam, com a produção mundial ainda superior ao consumo de soja, milho e trigo, pressionando os preços. O câmbio mais fraco frente ao real também influencia as cotações das commodities.

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