- Haddad afirmou que o Brasil pode pensar numa nova arquitetura para as despesas sociais, sugerindo a fusão de benefícios, mas ainda não é projeto de governo nem foi submetido ao presidente Lula.
- A ideia visa modernizar e tornar mais eficazes e sustentáveis os programas sociais, e não reduzir gastos; a comparação é com o Bolsa Família, criado em 2003.
- A discussão envolve a possibilidade de trazer uma renda básica e de unificar programas sob um guarda-chuva único.
- Haddad destacou a importância do Banco Central e afirmou que críticas aos juros altos são reflexões, não ataques à reputação do presidente do BC, Gabriel Galípolo; citou a atuação dele em casos envolvendo o Banco Master.
- Sobre a reforma tributária, o ministro disse que, após a aprovação, o Brasil poderá ter um dos melhores sistemas do mundo, com maior digitalização e transparência.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 10, em São Paulo, que a situação econômica atual permite pensar em uma nova arquitetura para as despesas sociais. A ideia envolve a fusão de benefícios, ainda sem projeto de governo e sem ter sido apresentado ao presidente Lula.
Haddad destacou, durante o CEO Conference Brasil 2026, promovido pelo BTG Pactual, que o Brasil pode explorar uma solução mais criativa para o dispêndio assistencial. A expectativa é modernizar programas sem reduzir recursos.
O ministro comparou a proposta a 2003, quando o Bolsa Família nasceu ao consolidar diversos programas existentes, tornando-se um guarda-chuva que ganhou reconhecimento internacional. Ele ressaltou que a discussão é técnica e não vinculada a decisões governamentais.
Não se trata de cortar gastos, segundo Haddad, e sim de tornar os programas mais eficientes e sustentáveis. Técnicos de diferentes áreas acompanham o tema, inclusive membros do Estado, que veem oportunidade na conjuntura econômica.
Banco Central e Master
Haddad lembrou da importância de cuidar do Banco Central, destacando que a instituição pode influenciar significativamente as contas públicas. Ele afirmou acompanhar o que o BC diz e faz, sem desinformar sobre a reputação de seus dirigentes.
O ministro comentou críticas à manutenção de juros altos como reflexo da inflação, sem questionar a atuação de Gabriel Galípolo, presidente do BC. Disse tratar-se de uma avaliação sobre o cenário macroeconômico.
Sobre o caso do Banco Master, Haddad elogiou a atuação de Galípolo ao lidar com denúncias que envolvem fraude contábil. O ministro mencionou que houve crescimento acelerado do banco e apontou a necessidade de apurar responsabilidades.
Reforma tributária
Em relação à reforma tributária, Haddad afirmou que a mudança pode colocar o Brasil entre os principais sistemas do mundo, especialmente pela digitalização e transparência. Alega que, a partir de 1º de janeiro, os impactos devem ficar mais claros.
O ministro afirmou que o novo modelo tributário terá impacto sobre impostos de consumo e citou a avaliação internacional sobre o atual sistema como motor para a mudança. Segundo ele, a reforma deverá ser referências no debate fiscal.
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