- Nubank obteve aprovação condicional para operar como banco nos Estados Unidos em 29 de janeiro de 2026, após receber carta bancária nacional do Office of the Comptroller of the Currency (OCC).
- A medida marca o fim do isolamento bancário e coloca o país como novo campo de disputa entre fintechs globais, incluindo a Revolut.
- O banco brasileiro já atende a 127 milhões de clientes e registrou receita de US$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre de 2025, avanço de 39% frente ao mesmo período do ano anterior.
- O Nubank pretende financiar empréstimos com seus próprios depósitos e operar sem depender de bancos parceiros, mantendo esforço de crescimento digital.
- Durante o período inicial de até 12 meses, a instituição é considerada banco apenas no papel e não pode captar depósitos do público; depois, fica sob supervisão que pode durar de três a sete anos.
O Nubank recebeu, em 29 de janeiro de 2026, aprovação condicional para operar como banco nos Estados Unidos, segundo o OCC. A autorização marca o fim de um cenário de isolamento para fintechs que buscam o maior mercado de varejo financeiro mundial. A iniciativa acompanha movimentos de outras poderosas digitais, como a Revolut.
Com sede em São Paulo, a fintech brasileira já atende mais de 127 milhões de clientes e entrou no radar regulatório dos EUA para oferecer serviços bancários com capital próprio. A operação americana amplia o alcance da empresa, que já revolucionou cartões sem tarifas e poupanças de alto rendimento na América Latina.
Entrada em campo
A decisão de avançar com uma carta bancária indica que o Nubank poderá financiar empréstimos diretamente com seus depósitos, sem depender de parceiros locais. A estratégia reduz custos com intermediação, tornando a oferta mais ágil aos consumidores.
A medida decorre de uma tendência entre fintechs globais que buscam atuação direta nos EUA, onde o crescimento regulatório tem se tornado mais aberto a empresas digitais. A entrada, porém, passa por fases de supervisão e validação de produtos antes de qualquer captação de depósitos.
A escolha
Em vez de adquirir um banco já existente, o Nubank optou por construir a operação norte-americana do zero. O processo envolve aprovações do OCC, FDIC e Federal Reserve, além de infraestrutura tecnológica e segurança de padrões federais.
Essa rota privilegia um modelo 100% digital, reduzindo a necessidade de agências físicas e mantendo a agilidade que a companhia já emprega na América do Sul. O objetivo é sustentar o crescimento com operações próprias.
Vitrine regulatória
Durante a fase inicial, que pode durar até 12 meses, a instituição funciona como banco apenas no papel e não pode captar depósitos do público. O período é utilizado para montar tecnologia, equipes e protocolos que atendam aos regulamentos federais.
A supervisão pode se estender entre três e sete anos, com aprovação prévia de novidades de produtos e contratações de executivos. O OCC tem mostrato maior abertura a candidatas digitais e ligadas a criptoativos nos últimos meses.
Essa abertura regulatória transforma o cenário: fintechs passam a atuar como instituições financeiras reguladas, elevando o grau de concorrência e inovação no mercado americano. A tendência pode fortalecer o papel de players globais no setor.
Observação: a matéria utiliza informações disponíveis na cobertura publicada originalmente pela Forbes. Não são incluídas conclusões ou opiniões pessoais.
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