- A Heineken vai cortar até seis mil empregos globalmente nos próximos dois anos, o que representa quase sete por cento da força de trabalho, em funções de fabricação e áreas administrativas.
- A medida ocorre em meio à queda da demanda por cerveja, com recuo de 1,2% no volume total no último ano e com previsões de crescimento de lucro entre dois e seis por cento em 2026.
- Os cortes devem ocorrer na Europa e em outros mercados, incluindo parte dos ajustes já anunciados para a rede de suprimentos, sede e divisões regionais.
- A decisão de reduzir empregos chega um mês após a renúncia do presidente- executivo, Dolf van den Brink, que continuará no cargo até maio, com o objetivo de acelerar a produtividade e gerar economias.
- As ações da Heineken subiram até quatro por cento em Amsterdã, após a divulgação, refletindo a reação de investidores à estratégia de redução de custos.
Heineken anunciou corte de até 6.000 empregos globalmente nos próximos dois anos, quase 7% da sua força de trabalho, devido à queda na demanda por cerveja. A medida envolve funções de produção e áreas administrativas.
A fabricante de marcas como Heineken, Amstel e Tiger afirmou que os ajustes ocorrerão em mercados diversos, incluindo Europa, como parte de medidas já anunciadas para a rede de suprimentos, sede e divisões regionais.
Fatores que pesam sobre o setor incluem aperto financeiro das famílias e consumo menor por questões de saúde, além de mudanças de hábitos impulsionadas por dietas e medicamentos para perda de peso.
Mudança na gestão
O anúncio ocorre após a surpresa com a saída do CEO Dolf van den Brink, que deixa o cargo em maio. A empresa enfatiza que os cortes visam acelerar a produtividade em escala e gerar economia expressiva.
Perspectivas financeiras
A empresa reduziu a previsão de crescimento de lucro para 2026 a between 2% e 6%, frente 4% a 8% projetados para 2025. A atuação segue com queda de 1,2% nas volumes de cerveja em 2024, ante 2023.
Reação de mercado
As ações da Heineken subiram até 4% em Amsterdã, atingindo o maior nível em mais de seis meses, diante da sinalização de maior eficiência de custos. Analistas veem desafios de liderança após a saída do atual CEO.
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