- O ministro Jhonatan de Jesus retirou o acesso do Banco Central ao processo no TCU que discute o papel da instituição na liquidação do Master.
- Na última quinta-feira, 5, a confidencialidade da ação passou de “sigiloso” para “sigiloso com exigência de autorização específica para leitura de peças”, segundo apuração do R7.
- Agora é necessário o aval do relator do processo para qualquer pessoa ter acesso aos documentos, com o BC mantendo ciência das decisões.
- O TCU informou que o objetivo da medida é evitar vazamentos de informações sigilosas classificadas pelo Banco Central, e que o BC continuará tendo acesso quando necessário.
- O Master, banco controlado por Daniel Vorcaro, cresceu com CDBs de rentabilidade alta e enfrentou suspeitas de fraudes e de esquema de pirâmide, chegando a R$ 80 bilhões em ativos e apenas R$ 4 milhões em caixa no fim do ano passado; a liquidação extrajudicial foi decretada pelo BC em 18 de novembro, por grave crise de liquidez e violações ao SFN.
O ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, retirou o acesso do Banco Central ao processo que tramita na Corte sobre o papel da instituição na liquidação do Master. A mudança de confidencialidade ocorreu na última quinta-feira, 5 de dezembro, de sigiloso para sigiloso com exigência de autorização específica para leitura de peças por MIN-JPJ.
Agora, quem quiser acessar os documentos precisa de aval do relator do processo no TCU. O órgão informou que a alteração foi solicitada pela Secretaria-Geral de Controle Externo, com o objetivo de evitar vazamentos, incluindo de informações já classificadas pelo BC.
O TCU destacou que o BC terá acesso a todas as peças sempre que necessário, sem prejuízo ao órgão jurisdicionado. A nota lembra que a prática já foi aplicada em outros casos no tribunal, com a ciência do Banco Central.
Contexto do processo e suspeitas
O Master cresceu ao oferecer CDBs com rentabilidade acima da média, criando suspeitas de riscos excessivos para sustentar o modelo. A instituição estaria envolvida em esquema de pirâmide com uso de empresas de fachada e triangulações.
Entre 2023 e 2024, investigações apontaram desvio de cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de fraudes. Relatórios do BC e da PF indicaram que o colapso teve dimensão institucional, não apenas financeira.
Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master, citando grave crise de liquidez e graves violações ao SFN. O banco era controlado pelo empresário Daniel Vorcaro e, à época, apresentava ativos de about R$ 80 bilhões e caixa de apenas R$ 4 milhões.
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