- Kathy Ruemmler, principal advogada da Goldman Sachs e ex-conselheira-chefe da Casa Branca, anunciou sua renúncia com efeito a 30 de junho de 2026, após revelações de emails que mostram relação próxima com Jeffrey Epstein, a quem se referia como “Tio Jeffrey”.
- Os emails mostram contato entre 2014 e 2019, incluindo aconselhamento sobre como responder a questionamentos da imprensa relacionados ao tratamento especial de Epstein devido a suas ligações.
- Ruemmler recebeu presentes caros de Epstein após sua condenação em 2008, como bolsas de luxo e um casaco de pele; ela chegou a escrever “Tão encantador e atencioso! Obrigado, Tio Jeffrey!!!” em 2018.
- Epstein foi preso em 2019 e cometeu suicídio no mesmo ano; documentos da polícia e do FBI mencionam mensagens de Epstein sobre tráfico sexual e menores.
- A Goldman Sachs afirmou que Ruemmler “se arrepende de ter conhecido ele”; o CEO David Solomon disse ter aceitado a renúncia e que reconhece a profissionalismo e a contribuição dela.
Kathy Ruemmler, principal advogada da Goldman Sachs e ex-conselheira da Casa Branca no governo Obama, anunciou sua demissão. O comunicado diz que deixará o cargo de Chief Legal Officer e General Counsel em 30 de junho de 2026. A federação de notícias ressalta a revelação de mensagens que indicam proximidade com Jeffrey Epstein.
Segundo as mensagens, Ruemmler chamava Epstein de Uncle Jeffrey e manteve contato próximo antes de sua condenação de 2008 e após. Ela havia tentado distanciar-se das comunicações, mesmo após críticas públicas, sem confirmar a saída de imediato.
A Goldman Sachs afirmou que Ruemmler lamenta ter conhecido Epstein. Em 2018, a advogada chegou a enviar mensagem de gratidão por presentes recebidos do investidor, incluindo bolsas de luxo e um casaco de pele, quando Epstein já era condenado e registrado como agressor sexual.
Contexto na gestão e relação com Epstein
Ruemmler integrava a diretoria executiva da instituição e recebia apoio de David Solomon, CEO da Goldman, que a descreveu como ótima profissional. Solomon afirmou que aceitará a demissão com respeito à decisão tomada.
Relatórios de fontes públicas indicam que Epstein ligou para o celular de Ruemmler no dia de sua prisão, em julho de 2019, em meio a várias ligações registradas nesse período. Documentos da imprensa destacam trechos de investigações que citam conversas de Epstein sobre possíveis traços de tráfico.
Entre 2014 e 2019, Ruemmler manteve um fluxo significativo de comunicações com Epstein, inclusive orientando como responder a consultas de imprensa em 2019 relativas a tratamento especial recebido por suas ligações.
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