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Exploração de urânio avança no Brasil; Angra 3 segue em atraso

Urânio: avanço de parcerias privadas tenta assegurar abastecimento nacional, enquanto Angra três permanece em retomada morosa

Fábrica da INB em Rezende (RJ), onde são produzidas as pastilhas de urânio usadas pelas usinas nucleares de Angra 1 e 2
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  • Retomada da construção de Angra 3 caminha lentamente, enquanto o Brasil avança com o plano de ampliar a exploração de urânio para combustível nuclear.
  • O governo mira a participação da iniciativa privada e vê potencial de exportação do excedente de urânio.
  • BNDES, ENBPar e Indústrias Nucleares do Brasil vão contratar consultores para estruturar parcerias de mineração em até cinco regiões do país: Bahia, Goiás, Paraíba, Paraná e Tocantins.
  • Hoje, a única mina em operação é Caetité, na Bahia, que abastece Angra 1 e 2; o projeto de Santa Quitéria, no Ceará, ainda não tem licença ambiental desde 2007 e está orçado em R$ 2,3 bilhões.
  • O urânio volta a ganhar importância no cenário global com a transição energética, e o preço da tonelada chegou a mais de US$ 85 em janeiro; a regulamentação da lei de parcerias entre INB e o setor privado é esperada para 2026.

O governo avança na exploração de urânio no Brasil, enquanto a retomada da usina Angra 3 permanece lenta. A estratégia prioriza a atracão de iniciativa privada e a autossuficiência para combustível nuclear. A partir de 2022, houve abertura do setor, com o ministro Alexandre Silveira defendendo potencial de exportação.

BNDES, ENBPar e INB devem finalizar, nas próximas semanas, a contratação de consultores para estruturar parcerias em mineração de urânio em até cinco regiões. O objetivo é ampliar a capacidade produtiva e reduzir a dependência externa.

A iniciativa prevê áreas em Bahia, Goiás, Paraíba, Paraná e Tocantins, visando abastecer usinas nacionais e, em caso de excedente, viabilizar exportação. O movimento ocorre em meio ao reconhecimento global do urânio na transição energética.

Situação atual da mineração

No momento, apenas a mina de Caetité, na Bahia, administrada pela INB, está em operação e abastece Angra 1 e Angra 2. O urânio brasileiro precisa ser enviado ao exterior para transformação em gás, processo ainda não existente no país.

O projeto de Santa Quitéria, no Ceará, envolve a parceria entre INB e Galvani Fertilizantes. A jazida de Itataia combina urânio e fosfato, com licenciamento ambiental prévio do Ibama pendente desde 2007. O empreendimento está orçado em 2,3 bilhões de reais.

Contexto econômico e regulatório

Especialistas situam o urânio entre minerales cobiçados pela transição energética, com preço acima de 85 dólares a tonelada em janeiro. O setor aguarda ainda a regulamentação da Lei 14.514/2022, que permite parcerias entre INB e o setor privado, prevista para 2026.

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