- O Ibovespa fechou em baixa de 0,69%, aos 186.464 pontos, com Vale influenciando negativamente e Eneva puxando ganhos após o governo ajustar os preços-teto dos leilões de potência.
- A Vale registrou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre, pressionando o humor da bolsa.
- O índice teve alta intradiária, com máxima de 187.765,82 e mínima de 183.662,18, e shows semanais de valorização: +1,83% na semana, +2,72% em fevereiro e +15,62% em 2026.
- O dólar subiu ante o real, encerrando a US$ a R$ 5,2306, em busca por proteção antes do Carnaval.
- Dados externos mostraram inflação dos EUA (CPI) subindo 0,2% em janeiro, sugerindo quedas nos rendimentos de Treasuries e expectativas de ao menos duas reduções da taxa pelo Fed neste ano.
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (13), com investidores realizando lucros antes do Carnaval e reduzindo exposição na bolsa paulista. O movimento ocorreu mesmo com leitura variada de resultados corporativos. A Vale veio à tona ao apresentar prejuízo líquido no quarto trimestre e pressionar o desempenho do índice.
A sessão teve performance heterogênea: Eneva aprovou alta expressiva após reajuste governamental nos preços-teto dos leilões de potência do setor elétrico, enquanto a Vale contribuiu com queda ao registrar resultado negativo. O mercado monitorou também o ritmo de fluxo de capitais e a disposição de setores sensíveis a commodity e energia.
O Ibovespa encerrou aos 186.464 pontos, queda de 0,69%. A máxima foi 187.765,82 pontos e a mínima ficou em 183.662,18 pontos. Na semana, o índice subiu 1,83%, com avanço acumulado de 2,72% em fevereiro e 15,62% em 2026.
Desempenho do dólar e impacto externo
O dólar à vista ganhou 0,60% frente ao real, fechando em R$ 5,2306. O câmbio refletiu proteção de ativos diante do feriado, com giro reduzido e cautela típica de pré-Carnaval. No cenário externo, o CPI dos EUA saiu em linha com expectativas, sustentando a aposta de quedas graduais da taxa Selic no cenário global.
Os mercados observaram ainda o comportamento dos títulos norte-americanos, cujos rendimentos recuaram após o CPI, reforçando a percepção de que haja espaço para cortes na taxa de juros pelo Fed neste ano. Com isso, o apetite por risco permaneceu sensível a novidades macroeconômicas.
Entre na conversa da comunidade