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MEIs e microempresas lideram uso do Pix em compras internacionais B2B

Pix lidera compras internacionais B2B entre microempresas e MEIs, impulsionando SaaS no exterior e ampliando o acesso ao e-commerce global

Hands holding a smartphone displaying a payment confirmation via Pix, illustrating the evolution of digital and cashless payment methods
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  • Pix lidera compras internacionais B2B feitas por microempresas e MEIs, conforme Beyond Borders 2026 do EBANX; oito em cada dez compradores que usam Pix são microempresas ou microempreendedores individuais.
  • Ainda segundo o estudo, 84% desses negócios utilizam o Pix para contratar softwares.
  • O Pix Automático, pago recorrente instantâneo, cresce 41% ao mês e já alcança cerca de 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito.
  • Em 2025, o Pix foi o meio de pagamento mais utilizado no e-commerce brasileiro (42% do valor total; cartões, 41%), com expectativa de reach de 50% das transações digitais até 2028.
  • Mercados emergentes seguem ganhando espaço: Índia, África e América Latina mostram mudanças nas preferências de pagamento, com cartões ainda relevantes em alguns países, crescimento de débito em others e uso de stablecoins e IA como tendências futuras.

O Pix lidera compras internacionais B2B feitas por microempresas e MEIs, aponta a Beyond Borders 2026. O estudo do EBANX mostra que oito em cada dez empresas que adquirem produtos e serviços globais via Pix são microempresas ou MEIs.

A pesquisa revela ainda que 84% desses negócios contratam softwares por meio do Pix. O avanço favorece plataformas de SaaS no exterior e amplia o acesso de pequenos negócios brasileiros ao e-commerce global.

Perfil das empresas que usam Pix

Entre as companhias brasileiras que compram no exterior com Pix, 31% atuam no comércio e 23% no setor de serviços. O estudo indica que o número de microempresas usando Pix para compras internacionais é o dobro do de médias e grandes empresas.

Para Eduardo de Abreu, diretor de Produto do EBANX, o Pix amplia inclusão digital e financeira de pequenos empreendedores. O relatório também aponta o Pix Automático, pagamentos recorrentes instantâneos, em crescimento de 41% ao mês.

Pix no ecossistema de pagamentos e projeções

Em 2025 o Pix foi o meio de pagamento mais utilizado no e-commerce brasileiro, com 42% do valor das compras online, ante 41% dos cartões. A projeção é de 18% de crescimento anual até 2028, chegando a 50% das transações digitais, frente a 36% dos cartões.

Segundo Abreu, alta adoção não é sinal de saturação. O Pix continua a criar novas demandas com funcionalidades adicionais e ajuda empresas menores a reduzir a dependência de cartões corporativos em compras B2B.

Mercados emergentes e métodos locais

Na Índia, uma empresa global de SaaS ganhou mais de 4 mil novos clientes diários após incluir o UPI Autopay como opção de pagamento recorrente. Dados indicam que cartões locais devem crescer 23% ao ano até 2028, superando o UPI.

Na América Latina, cartões respondem por mais de 60% das transações no México, Chile e Peru; o parcelamento eleva o valor médio das compras. No Nigeria e no Egito, o crescimento ocorre via débito, com a Verve emitindo 100 milhões de cartões.

Stablecoins e IA na compra internacional

O relatório analisa o uso de stablecoins para preservar valor em ambientes inflacionários. Estima-se que mais de 15% da população de Brasil, Argentina, Tailândia e Vietnã tenha moedas digitais; Argentina apresenta grande share de compras com stablecoins atreladas ao dólar.

A pesquisa também observa agentes de IA atuando como compradores autônomos. A McKinsey aponta que 20% dos consumidores aceitariam delegar compras a IA, enquanto a Deloitte projeta até 30% do valor do e-commerce global influenciado por IA até 2030.

Conectando o presente ao futuro

Para o EBANX, a evolução dos pagamentos aponta para sistemas mais programáveis e automatizados. O Pix aparece como exemplo de adaptação local com potencial de escala global, fortalecendo a participação de pequenos players no comércio internacional.

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