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Serviço de reverência do Ano Novo Lunar na China gera controvérsia

Aplicativo de serviços cancelou a oferta de ajoelhar-se para idosos no Ano Novo chinês, após críticas sobre mercantilização de etiqueta familiar e controle do setor

Lantern installations at Yuyuan Garden ahead of the Lunar New Year, which will welcome the Year of the Horse, in Shanghai, China February 10, 2026. REUTERS/Chenxi Yang
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  • A UU Paotui, aplicativo de trabalhos temporários da China, removeu um serviço que permitia contratar pessoas para se curvar a parentes durante o Ano Novo chinês após controvérsia pública.
  • O pacote de duas horas custava 999 yuans e incluía “curvar-se” e enviar presentes, com entrega imediata disponível antes de ser retirado.
  • Imagens promocionais mostravam entregador de uniforme laranja ajoelhado diante de um casal de idosos; respostas online variaram entre indignação e piadas.
  • A empresa disse ter removido voluntariamente o serviço que gerou polêmica e ofereceria compensação tripla a clientes que já haviam reservado.
  • O caso ocorre em meio a debate sobre serviços de proxy na China, com o jornal Diário do Povo destacando riscos legais e a importância de atender necessidades sem desvalorizar valores culturais; Xi Jinping encontrou trabalhadores de entrega para desejar Ano Novo.

A plataforma de serviços de bicos UU Paotui, com base em Henan, anunciou a exclusão de um serviço que permitia contratar terceiros para se ajoelharem e reverenciarem idosos durante visitas de Ano Novo Lunar. A medida ocorre após divulgação de imagens promocionais que geraram críticas nas redes chinesas.

A plataforma removida incluía um pacote de dois horas pelo equivalente a 999 yuans, com envio imediato, que pagava trabalhadores temporários para realizar cerimônias tradicionais, comprar presentes e oferecer bênçãos de cerca de um minuto. Pequenas empresas e freelancers eram os prestadores vinculados ao serviço.

O cenário gerou tensão entre usuários, com reações que variaram entre indignação e zombaria. Alguns internautas destacaram a ideia de que a piedade filial não deve se tornar mercadoria, sobretudo em uma cultura de respeito a membros mais velhos da família.

Apesar da remoção, UU Paotui informou que ainda oferece um serviço de recepção de Ano Novo, em linha com a prática de cumprimentos. A empresa disse que compensará três vezes os clientes que já tinham feito reservas do serviço removido.

A empresa justificou que o objetivo era ajudar quem vive longe da família ou enfrenta dificuldades de mobilidade a manter tradições. A plataforma também sugeriu a possibilidade de substituição por interações virtuais para evitar constrangimentos sociais.

Especialistas e veículos de imprensa locais já discutem o tema. Um artigo do jornal estatal destacou que a terceirização de tarefas frente à demanda pode envolver riscos legais e pediu maior supervisão do setor de proxies.

O episódio ocorre em meio a preocupação crescente com a jornada de trabalhadores de entregas na China, que vivem longas horas de trabalho. O presidente Xi Jinping encontrou-se com entregadores para agradecer o empenho durante o feriado, reforçando o reconhecimento estatal ao setor.

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