- O presidente Pedro Sánchez anunciou que o novo fundo soberano, denominado España crece, mobilizará 23.000 milhões de euros para a construção de até 15.000 habitações acessíveis por ano, gerido pelo Instituto de Crédito Oficial (ICO).
- O veículo contará com 10.500 milhões de euros em empréstimos não utilizados do Plano de Recuperação europeu e 2.800 milhões de euros em transferências que não precisam ser devolvidas.
- A expectativa é que o capital renda mais, chegando a até 60.000 milhões de euros por meio de instrumentos de dívida, chegando a 120.000 milhões com participação do setor privado.
- A habitação será um dos três pilares de investimento, ao lado da competitividade das empresas espanholas e da transição energética.
- Críticas da oposição (Partido Popular) afirmam que o instrumento é mais um ICO reforçado do que um fundo soberano de fato; o governo afirma que o mecanismo será mantido mesmo após o fim do programa europeu de recuperação.
O governo espanhol detalhou que o novo fundo soberano pretende mobilizar cerca de 23 bilhões de euros para a construção de até 15 mil moradias acessíveis por ano. O veículo de investimento, chamado España crece, foi apresentado após o anúncio inicial de 15 de janeiro e será gerido pelo Instituto de Crédito Oficial (ICO).
O projeto combina 10,5 bilhões de euros em empréstimos não utilizados do Plano de Recuperação Europeu com 2,8 bilhões de euros em transferências que não precisarão ser devolvidas. A expectativa do governo é ampliar esse capital com instrumentos de dívida, chegando a 60 bilhões de euros, podendo dobrar para até 120 bilhões com participação privada.
A habitação é um dos três pilares do fundo, ao lado da competitividade das empresas espanholas e da transição energética. A iniciativa também busca recompor fundos comunitários que precisariam ser reciclados para não vencer em 2026, além de ampliar recursos públicos diante de limitações orçamentárias.
A apresentação foi adiada do dia 19 de janeiro devido ao acidente ferroviário de Adamuz. O fundo surge, segundo o governo, como um mecanismo para manter o impulso de investimento mesmo após o término do mecanismo europeu de recuperação neste ano. Críticas da oposição apontam que o instrumento funciona mais como um ICO reforçado do que como um fundo soberano tradicional.
Entre na conversa da comunidade