- O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
- O conglomerado é de porte pequeno (segmento S4) e detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional.
- A liquidação foi motivada pela deterioração da liquidez e por infrações às normas regulatórias.
- O Pleno, antes chamado Voiter, pertencia ao empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, de Daniel Vorcaro; os bens dos controladores foram indisponibilizados.
- O Pleno foi vendido ao Banco Master em setembro de 2025, com transferência de controle autorizada pelo BC a partir de 11 de agosto; Lima é criador do Credcesta, empresa de empréstimos consignados.
O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários nesta quarta-feira (18). A medida envolve um conglomerado de porte pequeno, classificado no segmento S4, com o Banco Pleno como instituição líder. O BC aponta deterioração da liquidez e infração de normas como razões para a liquidação.
O BC informou que o conglomerado detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A liquidação envolve ainda a indisponibilidade de bens dos controladores e administradores.
O Pleno já teve o nome de Voiter e pertenceu ao empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro. Lima assumiu o controle após a venda do Voiter ao Master em 2025, com autorização do BC a partir de 11 de agosto.
O negócio ocorreu quando o Banco Master comprou o Pleno, em setembro de 2025, em meio a avaliações sobre o controle do Master, com Lima deixando o Master em 2024. O acordo incluiu alteração de nome para Pleno e transferência de controle.
Augusto Lima é criador da Credcesta, empresa de empréstimos consignados originada na Bahia. A estrutura de consignados ajudou a alavancar a unidade de consignados do Master, considerada uma das mais lucrativas do grupo.
Contexto histórico
O Pleno teve origem no que era o Banco Indusval, com seis décadas de atuação no mercado. Controladores antigos mantinham vínculos com a BM&F, hoje parte da B3. O banco atuava em crédito a empresas e operações de tesouraria, abrindo capital na B3 em 2008.
Em 2020, o Indusval enfrentou problemas de crédito e recebeu aporte de Roberto de Rezende Barbosa, que assumiu o controle e vendeu a instituição ao Master no fim de 2024. O BC autorizou, em 2025, a transferência de controle para Lima.
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