- O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários nesta quarta-feira, devido à deterioração da liquidez e ao descumprimento de normas.
- O conglomerado é de porte pequeno (segmento S4) e representa 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional; o BC também tornou indisponíveis os bens de controladores e administradores.
- O Pleno nasceu como Banco Voiter e pertencia a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, de Daniel Vorcaro; em 2025 foi vendido do Master para Lima, com mudança de nome autorizada pelo BC.
- A transferência de controle ocorreu em agosto, após contrato assinado em junho de 2025; Lima havia deixado o Master em 2024, e a unidade de consignados do Master foi uma de suas linhas lucrativas.
- O Pleno tem história ligada ao Banco Indusval, com origem em antigas gestões ligadas à BM&F e à atuação no mercado de capitais; o Master assumiu o controle em 2024 após aporte de Roberto de Rezende Barbosa em 2020.
O Banco Pleno, controlado pela Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (18). A decisão também atinge a Pleno Distribuidora, instituição ligada ao conglomerado registrado como de porte pequeno, enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial. A liquidação decorre de deterioração da liquidez e do descumprimento de normas regulatórias.
Segundo o BC, o conglomerado representa 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional. O BC afirmou que a medida visa resguardar precedentes de solvência e cumprir determinações regulatórias, diante do comprometimento econômico-financeiro da instituição.
O Pleno nasceu do que fora o Voiter, com controle ligado a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master de Daniel Vorcaro. O BC tornou indisponíveis os bens de controladores e administradores, conforme descrito no comunicado oficial.
Histórico e mudanças de controle
O Pleno foi vendido pelo Banco Master a Augusto Lima em setembro de 2025, enquanto o BRB avaliava a compra do Master. Lima havia deixado o Master em 2024. O contrato de venda do Voiter ao Master foi assinado em junho de 2025; a transferência de controle e a mudança de nome para Pleno foram autorizadas pelo BC a partir de 11 de agosto.
A trajetória de Lima inclui a criação do Credcesta, empresa de empréstimos consignados na Bahia. A atuação dele também envolveu a Ebal, estatal baiana privatizada em 2017, com oferta de cartão a servidores. Essa estrutura apoiou a unidade de consignados do Master, uma das áreas mais lucrativas do banco.
Contexto institucional
Antes de assumirem o controle, o Pleno operava como banco com seis décadas de atuação, com histórico no mercado de capitais e participação relevante em tesouraria. Em 2020, o Indusval enfrentou problemas de crédito e recebeu aporte de Roberto de Rezende Barbosa, que assumiu o controle e, no fim de 2024, vendeu a instituição ao Master.
Entre na conversa da comunidade