- Gary Nagle, CEO da Glencore, defendeu a consolidação do setor de mineração para aumentar relevância diante de pressões políticas e de mercado.
- Os comentários foram feitos após as negociações entre Rio Tinto e Glencore falharem em dezembro, encerrando a criação da maior mineradora do mundo.
- A falha ocorreu por discordância sobre o prêmio a ser pago pela Rio Tinto, levando ao rompimento das tratativas em 5 de fevereiro.
- Executivos de grandes companhias, como BHP e Rio Tinto, temem que avaliações de mercado estagnadas deixem o setor à margem de investidores e políticas.
- A Glencore divulgou queda leve no lucro anual, com recordes no cobre não compensando quedas em operações de carvão.
Gary Nagle, CEO da Glencore, defende consolidação do setor após o fim das negociações com a Rio Tinto. Em chamada de resultados, ele afirmou que crescimento das grandes mineradoras aumenta a relevância do setor frente a governos e investidores.
As negociações entre Glencore e Rio Tinto foram encerradas em 5 de fevereiro, sem acordo sobre o prêmio pela fusão. O acordo buscava criar a maior mineradora do mundo. As partes não chegaram a consenso sobre avaliação.
A Rio Tinto havia iniciado conversas com a Glencore em dezembro, com intenção de aquisição por meio de troca de ações. A Glencore buscava cerca de 40% da empresa combinada para seus acionistas.
Nagle afirmou que o setor precisa ser mais relevante e que tamanho importa para ter influência. Segundo ele, é mais fácil para grandes empresas serem ouvidas por governos quando atuam em conjunto.
O executivo ressaltou que o desafio é maior nos EUA, onde mineradores enfrentam maior distância de Washington em relação a empresas de tecnologia. Ele citou o objetivo de maior atuação política do setor.
Dados publicados mostram que a Glencore teve leve queda de lucros em 2025, com Brady de metais como cobre impulsionando resultados, mas perdas em operações de carvão. A empresa tem valor de mercado próximo a US$ 80 bilhões.
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